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Pedrógão Grande: últimos 3 anos marcados pelos atrasos, falhas e falta de transparência
O PSD agendou um debate de atualidade para fazer o ponto de situação e tirar as devidas ilações sobre o que foi anunciado e o que efetivamente foi feito.

No momento em que se assinalam três anos do trágico incêndio que atingiu Pedrógão Grande, o PSD agendou um debate de atualidade para fazer o ponto de situação e tirar as devidas ilações sobre o que foi anunciado e o que efetivamente foi feito.

Em nome do PSD, Emília Cerqueira lembrou que, no rescaldo da tragédia, o Primeiro-Ministro afirmava que «depois deste ano, nada pode ficar como dantes». Recorda a deputada, que nestes 3 anos criou-se um movimento ímpar de consenso entre instituições e forças políticas, foram criados grupos de trabalho, observatórios, comissões independentes e enquadramento legislativo, não faltaram opiniões de especialistas e conselhos estratégicos de peritos e foi criado o Fundo REVITA. Contudo, questiona a coordenadora do PSD na Comissão de Agricultura, “afinal o que é que mudou.”

Segundo a deputada, é inegável que muito foi feito ao nível da reconstrução do património edificado e das infraestruturas, contudo, ao longo destes três anos “somaram-se atrasos, falhas, assimetrias de coordenação, descontrolo de investimento, falta de transparência. Somaram-se anúncios de medidas, promessas não cumpridas e esperanças dilaceradas. Somaram-se anos de espera e desespero de quem viu a sua vida desmoronar da noite para o dia e, passados três anos, continua sem esperança e sem expetativas de futuro.”

Emília Cerqueira afirma que falta implementar uma visão inclusiva do planeamento e a operacionalização de uma estratégia de prevenção e defesa da floresta contra incêndios. “Falta pôr em curso uma mudança estrutural da floresta, que a torne mais resiliente e robusta. Falta assegurar que existe um mecanismo de resposta eficaz e que esteja suficientemente preparado para enfrentar eventos de grande dimensão. Falta a interoperabilidade entre entidades. Falta pôr em curso uma mudança estrutural da floresta, que a torne mais resiliente, robusta e apelativa para os pequenos proprietários investirem ao invés de a abandonarem. Falta uma aposta na formação, qualificação e no conhecimento científico dos agentes responsáveis pelo combate aos incêndios. Falta a efetivação do prometido cadastro florestal. Falta resolver o problema das comunicações. Falta coerência na distribuição de investimento. Falta a humildade para reconhecer o que está por fazer e concentrar esforços na criação de respostas efetivas às necessidades que continuam a existir e são cada vez mais prementes. Falta garantia de transparência na aplicação dos donativos. Falta uma justiça célere. Falta honrar a memória das vítimas com a garantia de que não voltará a acontecer uma tragédia como a de Pedrógão Grande.”

A terminar, Emília Cerqueira garantiu que o PSD, tal como prometido há 3 anos, continua empenhado em honrar a memória das vítimas desta tragédia e não permitir que a sua dor seja esquecida.

No encerramento do debate, Cláudia André lembrou que a Floresta é a vida dos habitantes do Pinhal Interior, onde “Seiva e Sangue são quase sinónimos e o ganha pão da maioria daqueles portugueses depende, direta ou indiretamente, da Floresta.”

De acordo com a deputada, nos documentos publicados nos últimos 3 anos é defendido que a floresta terá de ser encarada como a parte da solução e nunca do problema, sendo que para que tal aconteça é fundamental existir reflorestação planeada e só assim a floresta será um dos agentes que contribui estruturalmente para a mitigação dos incêndios. Dirigindo-se ao Ministro da Ambiente, a deputada questionou quantos hectares foram rearborizados ou plantados depois dos incendio de 2017 cuja responsabilidade direta do seu ministério.

De seguida, Cláudia André recordou que na apresentação de um projeto piloto de reflorestação nas terras afetadas pelos incêndios, o Primeiro-Ministro afirmou que «deixar a floresta crescer livremente é criar condições para que ela seja combustível». Contudo, no Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, publicado em Diário da República há 2 dias, nas suas 144 páginas, a palavra incêndio é referida 268 vezes já a palavra Reflorestação é referida uma única vez.

3 anos passados, conclui Cláudia André, na floresta do Pinhal Interior nada mudou. “Os senhores do governo foram embora, as árvores, muitas ainda lá estão, ardidas, mas de pé, tal como toda aquela região ardida em 2017, 2018 e 2019, mas ainda de pé, por enquanto”, afirmou a parlamentar.

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