Para Duarte Pacheco “Portugal vive uma situação difícil porque se foi endividando até ao limite do suportável, com a complacência e mesmo com o impulso do Governo Socialista”. Na opinião do social-democrata, “chegados a este ponto, era perceptível a necessidade de fazer uma verdadeira consolidação orçamental, que diminua a despesa corrente do Estado e coloque o défice das contas públicas numa rota descendente”.
O parlamentar lembrou que é bem conhecida “a falta de vontade e a fraca capacidade do Governo Socialista para reduzir a despesa pública, pelo que iremos manter um escrutínio rigoroso de cada acto governamental e vamos, aprovar o reforço dos meios de uma unidade independente que aqui, na Assembleia da República, deverá disponibilizar, permanentemente, informação sobre o nível de execução orçamental”.
Duarte Pacheco recordou que o “PSD tem a consciência dos sacrifícios que vão ser pedidos aos portugueses, mas considera-os inevitáveis, face à situação financeira do País”. “Tivesse, nos últimos anos, o PSD governado Portugal e não estaríamos hoje nesta situação. Tivesse o Governo escutado os alertas que o PSD, outros agentes políticos, instâncias internacionais, foram deixando ao longo dos anos, sobre o caminho que estávamos a prosseguir e não estaríamos hoje a pedir estes sacrifícios aos portugueses”, sublinhou.
O deputado concluiu a sua intervenção assegurando que o “PSD, mais uma vez, mesmo estando na oposição, marca decididamente a história do País, contribuindo para uma solução que reforça a credibilidade económica e financeira de Portugal”. |