Regulação do comércio eletrónico: “é necessário adaptar o IVA à era digital”
Alberto Fonseca considera que é necessário colmatar algumas lacunas legislativas.
Alberto Fonseca
lembra que a União Europeia tem vindo a desenvolver várias iniciativas
de regulação do comércio eletrónico, consideradas determinantes na
criação de um Mercado Único Digital. Essas medidas, acrescenta o
deputado, têm como propósito modernizar as regras aplicáveis ao comércio
eletrónico transfronteiriço, simplificar o cumprimento das obrigações
de IVA decorrentes destas operações e assegurar maior neutralidade no
tratamento das empresas estabelecidas na União.
No debate da
transposição de diretivas europeias com este intuito, o social-democrata
afirmou que o comércio eletrónico tem tido um crescimento exponencial
nos últimos anos, face à evolução tecnológica associada à globalização,
crescimento esse com tendência para se acentuar face à atual pandemia e
respetivas consequências, nomeadamente ao nível da mobilidade dos
consumidores. Com a internet a revolucionar a forma de comprar. Assim,
Alberto Fonseca considera que “é necessário adaptar o IVA à era
digital”, colmatando algumas lacunas legislativas, uma vez que as atuais
regras são insuficientes para saber quando, quanto e onde deve ser
cobrado o IVA e garantir a sua efetiva liquidação. “Com a aplicação das
referidas Diretivas, pretende-se por um lado, recuperar os cerca de 7
mil milhões de euros de IVA que, atualmente, não estão a ser cobrados e,
por outro, reduzir em 2,3 mil milhões de euros os custos
administrativos e de cumprimento das empresas.”
A terminar, o
deputado do PSD afirma que com estas alterações as interfaces
eletrónicas, nas quais se incluem plataformas como a Amazon e eBay,
responsáveis por grande parte das transações, passam, por um lado, a ser
sujeitos passivos pelas vendas à distância de produtos importados,
ficando, por outro lado, prevista a responsabilidade solidária destas
pelo pagamento do imposto com os efetivos fornecedores.
Deputados do PSD questionaram o Ministro das Finanças sobre as grandes obras públicas e suas consequências, sobre um aumento das retenções de IRS e sobre as medidas de apoio ao empréstimo à habitação própria em permanência por desempregados.