“A tauromaquia constitui uma atividade de especial relevância histórica, cultural e socioeconómica”
Fernanda Velez revelou que uma sondagem apurou que 86,7% dos portugueses não são contra as touradas.
No debate de iniciativas que visam impedir a utilização de dinheiros
públicos para financiamento de atividades tauromáquicas, Fernanda Velez
desmontou, um a um, os argumentos dos partidos que pretendem instituir
esta proibição.
No que respeita ao primeiro argumento utilizado, o de que a
tauromaquia é uma indústria que tem vindo a perder público ao longo da
última década, a deputada recordou que os dados que constam do Relatório
da Atividade Tauromáquica da IGAC, relativos a 2019, referem que se
registou um aumento das corridas de toiros em cerca de 11%, um total de
383 900 espetadores e um aumento no número de espetadores pelo terceiro
ano consecutivo.
Quanto à oposição da opinião pública à tauromaquia, outro dos
argumentos utilizados, Fernanda Velez lembrou que a Eurosondagem, em
dezembro passado, fez uma consulta nacional sobre Touradas que revelou
que 86,7% dos portugueses não são contra as Touradas e que 70,5% dos
portugueses consideram que seria muito grave ou grave o desaparecimento
das Touradas.
Já no que diz respeito ao argumento referente aos apoios à
tauromaquia, Fernanda Velez enfatizou que se existe atividade cultural
que não é apoiada pelo Estado, é exatamente a Tauromaquia, que não
recebe qualquer apoio do Ministério da Cultura. “Em matéria de impostos,
designadamente o IVA, a Tauromaquia paga mais que as outras atividades
culturais. Pontualmente, alguns municípios apoiam atividades
tauromáquicas, o que cabe exclusivamente na esfera da autonomia que lhes
é conferida pela Constituição e na matriz cultural de muitos concelhos.
Estas verbas constituem um investimento e não uma despesa, já que a
tauromaquia atrai anualmente cerca de meio milhão de espetadores, em
Praças de Touros, e cerca de 2,5 milhões nas ações populares, ambas com
elevados impactos na economia e no emprego.”
Fernanda Velez concluiu a sua intervenção afirmando que a
“tauromaquia constitui uma atividade de especial relevância histórica,
cultural e socioeconómica, em vários municípios e regiões do nosso
País.”
Um dia após a audição da Ministra no Parlamento, Emília Cerqueira afirmou que o executivo se limitou a apresentar linhas de crédito e adiantamentos da PAC.
Numa pergunta dirigida à Ministra da Agricultura, os social-democratas consideram que a fileira do vinho deve ter um acompanhamento profundo, ativo e inovador por partes das políticas públicas.
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