Educação: “as vulnerabilidades económicas não devem ser motivo de exclusão”
De acordo com Isabel Lopes, o PSD preconiza um Programa de bolsas sociais para evitar o abandono escolar.
O PSD entende que “é urgente definir o modelo de funcionamento do próximo ano letivo”. Com o próximo ano envolto numa grande incerteza e com o Orçamento Suplementar a ignorar os impactos graves em termos sociais criados pela pandemia, Isabel Lopes afirma que o Governo deve criar medidas musculadas de apoio aos alunos, mas também às Instituições de Ensino Superior que precisam de um reforço financeiro de forma a garantir a sua sobrevivência. De seguida, a parlamentar referiu que o PSD defende que o Governo deve criar um Programa de adaptação Tecnológica que contemple investimentos em tecnologias de suporte, produção de conteúdos, formação de Professores bem como o reforço das infraestruturas e a aquisição de dispositivos móveis e respetivo acesso à internet para estudantes carenciados que frequentam o ensino superior. “As vulnerabilidades económicas não devem ser motivo de exclusão, por isso para além do reforço das verbas da ação social escolar, o PSD preconiza um Programa de bolsas sociais, que evitem o abandono escolar”, anunciou a parlamentar. Isabel Lopes sublinhou ainda que o Governo não pode continuar a fingir que está tudo bem e que não há problemas, pois daqui a algumas semanas pode ser tarde demais.
Emídio Guerreiro criticou o Estatuto do Aluno, a falta de responsabilização e defendeu um envolvimento de toda a comunidade educativa para evitar mais casos de «bullying»
“Não ligue, são coisas de criança”. Esta foi a resposta de um Director da Escola a uma mãe que se queixava das agressões de que o seu filho era vítima. Ao ver e ouvir isto num canal de TV senti uma raiva crescente. Não aceito, ninguém pode aceitar, esta ligeireza, esta desresponsabilização por parte de quem gere um espaço determinante na formação das gerações vindouras!
A gestão do parque escolar, o estatuto da carreira docente, os apoios aos alunos com necessidades educativas especiais e a distribuição de computadores pelo Governo foram alguns dos temas levantados pelos deputados do PSD
Nunca antes como hoje, em que vivemos ou queremos viver num mundo do conhecimento, a educação se tornou tão central e prioritária. Os países que querem ter futuro caminham a passos largos para ter a totalidade da sua população jovem com o Ensino Secundário completo e metade dela a concluir o Ensino Superior. Mas o desafio quantitativo tem de ser acompanhado também com níveis de qualidade pedagógica e investimento ambiciosos.