Sócios-gerentes sem acesso a lay-off: Afonso Oliveira insiste que é necessário corrigir “esta injustiça”
O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD frisou que os gerentes das micro e pequenas empresas devem ser apoiados.
Afonso Oliveira lamenta que o governo continue a deixar sem proteção uma parte significativa dos gerentes das micro e pequenas empresas. Na audição do ministro da Economia no parlamento, o Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD frisou que os gerentes das micro e pequenas empresas, independentemente de participarem ou não no capital, e desde que abrangidos pelo regime da segurança social, devem ter um apoio semelhante ao considerado para os trabalhadores em lay-off. Dirigindo-se ao Ministro da Economia, o social-democrata afirmou que o PSD já apresentou uma iniciativa no sentido de corrigir essa situação e questionou se o executivo não vê que “é necessário fazer face a esta injustiça que está criada a um conjunto de trabalhadores que são sócios-gerentes das empresas, que fazem um esforço enorme para pagar as suas responsabilidade, que não têm rendimentos e, em milhares de casos, é daquele salário que vivem. Não faz nenhum sentido haver um duplo comportamento em relação a realidades relativamente próximas”, referiu. Afonso Oliveira recordou que essa medida constava do documento com 18 propostas para a economia que o PSD apresentou, onde também era defendido que o governo devia pagar, num prazo de 15 dias, a totalidade das dívidas que tem a fornecedores, uma medida fundamental para injetar liquidez na economia. O social-democrata questionou ao ministro como está este processo e também como está a decorrer o processo de financiamento bancário, pois o feedback que existe é que nem todo o dinheiro está a chegar às empresas. O Vice-Presidente da bancada parlamentar do PSD reiterou ainda as palavras do líder social-democrata, Rui Rio, que disse, desde a primeira hora, que estaríamos sempre do lado das soluções no combate ao inimigo comum que é o «maldito vírus». “E foi isso que fizemos. O que o PSD fez neste processo, quer no parlamento quer fora, foi sempre um processo de colaboração com os portugueses, com os trabalhadores, com as empresas, com os empresários e com o governo de Portugal na procura das melhores soluções que respondessem a esta situação perfeitamente excecional”, garantiu o deputado.
O Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD considera que "é preciso encontrar soluções no âmbito económico, no âmbito social, no âmbito político para que rapidamente Portugal reencontre os horizontes de esperança e de confiança".
O PSD considera que é necessário “adotar, na nova fase que se avizinha, um novo modelo” que dê privilégio à “função parlamentar na defesa da saúde pública”.
Jorge Mendes frisa que quando está em causa o uso de dinheiros públicos, todos os processos devem respeitar os princípios da legalidade, justiça e transparência.
Os sociais-democratas entendem que o falecimento deste profissional de saúde evidencia o "enorme risco a que estão sujeitos os nossos profissionais de saúde".