Portugal deve encarar a Cooperação Estruturada Permanente como uma grande oportunidade
Carlos Eduardo Reis afirma que Portugal pode e deve encarar isto como uma grande oportunidade.
Carlos Eduardo Reis entende que as Forças Armadas do século XXI não podem ser apenas o garante da integridade territorial ou da soberania nacional, têm de ser um agente ativo na promoção da segurança internacional e da proteção dos cidadãos em tempo de paz. No debate sobre a participação de Portugal na Cooperação Estruturada Permanente, o deputado afirmou que esta Cooperação “é uma resposta aos desafios globais e pode, se cumprida, ser uma solução global, contribuindo mesmo para reforçar o chamado pilar europeu da organização.” Para o social-democrata, Portugal pode e deve encarar isto como uma grande oportunidade e o Mar, com a nossa vocação atlântica, a Lusofonia como relação preferencial, e a potenciação da nossa indústria através do Fundo Europeu de Defesa, são boas áreas de aposta. “Um país que esteve na criação da NATO não pode ficar na cauda da Cooperação Estruturada Permanente. Os novos riscos são invisíveis: o facto de não terem rosto exigem respostas globais e integradas por parte dos agentes do Estado, mas requerem uma intensificação da educação dos cidadãos para estes riscos que geram insegurança, nomeadamente a digital.” Carlos Eduardo Reis defende que se deve trabalhar na prevenção ou mitigação dos seus efeitos, no que à segurança dos cidadãos e dos seus bens diz respeito, afirmando o deputado que se cumprir estes desígnios “a Europa vai liderar a agenda da educação para o risco.” Carlos Eduardo Reis frisa ainda que a Cooperação Estrutura Permanente é um desafio e uma oportunidade demasiado grande “para Portugal prescindir de criar condições para estar na primeira linha da defesa e segurança.”