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“Devemos nós, para evitar o nosso sofrimento psicológico, impor um sofrimento físico a quem dele não queira padecer? Penso claramente que não!”
No debate sobre a eutanásia, André Coelho Lima afirmou ser “pelo princípio da não ingerência na vida de cada um de nós”.
Num debate em que a direção do Grupo Parlamentar do PSD de concedeu liberdade de voto aos 79 deputados, André Coelho Lima, que fez uma intervenção em defesa da eutanásia, começou por colocar um conjunto de questões: “sendo a vida um direito inviolável, de quem é esse direito? Quem detém o direito à vida? Será aquele que a vive, ou será o Estado o guardião do direito à vida de cada cidadão? No fundo, o direito à vida deve ser entendido como um direito individual ou um direito coletivo?”
Para o deputado “hoje não debatemos a morte, mas o direito à autodeterminação sobre a nossa própria vida. Hoje não debatemos uns contra os outros. Debatemos diferentes perspetivas. Debatemos com elevação porque todos queremos o que cada um de nós acha ser o melhor. Assim mesmo. Com respeito. Com moderação. Sem radicalismos”.
Afirmando que esta é a pergunta que todos devem fazer, o deputado declarou que, no seu espírito, “não reside a mínima dúvida de que a vida é um direito de cada um de nós. Aliás, só assim não seria se considerássemos tratar-se a vida de um dom divino, salvaguardado então pelo Estado. O que, com todo o respeito pelas convicções de cada um, não deve ser pressuposto em que devamos assentar no domínio racional subjacente ao plano legislativo”. Assim, adianta o parlamentar, estamos no domínio da autodeterminação. “Sendo a vida nossa, deve competir a cada um de nós decidir o que fazer com ela. Esta posição é, para mim, absolutamente estrutural”.
De seguida, André Coelho Lima referiu que o ato de permitir que o detentor do direito à vida decida a sua própria morte é, antes de mais, um ato de altruísmo. “Um ato de profundo amor pelo próximo. Mas também de respeito. Respeitar que a vontade de alguém sobre si próprio deve ser prevalecente à dos que sofrem por o ver partir. Fazer o contrário, pensar primeiro em nós do que no outro, seria um ato de egoísmo. Seria um ato até de alguma soberba, achar que sabemos mais da vida dos outros do que eles próprios. A morte é um sofrimento. Mas inexoravelmente mais para quem fica, do que para quem parte. Por isso pergunto: devemos nós, para evitar o nosso sofrimento psicológico, impor um sofrimento físico a quem dele não queira padecer? Penso claramente que não”.
A terminar, André Coelho Lima afirmou ser pela vida. “Sou pela dignidade. Sou pela autodeterminação. Sou pelo amor ao próximo. Sou por um Estado que não queira moralizar a sociedade. Sou pelo princípio da não ingerência na vida de cada um de nós.
Tudo porque considero que cada ser humano – e a sua vida – deve ser por todos respeitada ao ponto de não querermos ser nós, os outros, a ter a pretensão de sobre ela decidir”.

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