Filipa Roseta entende que, em matéria de habitação, nos últimos 4 anos, o governo socialista produziu compulsivamente programas cujo efeito prático até o Presidente da República veio dizer que duvida que tenham algum sucesso. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2020, a deputada afirmou que o governo “cavalgou a subida especulativa do mercado imobiliário com impostos e foram estes que vieram contribuir para pintar a fábula das contas certas que nos tentam e continuam a tentar impingir”. “O governo demitiu-se da responsabilidade de tratar das pessoas que estavam a ficar fora do acesso à habitação, empurrando essa responsabilidade para os privados. Deixou os edifícios do Estado vazios, abandonados e a ruir durante 4 anos, quando tínhamos pessoas à procura de casa e sem sítio para morar. Não fez nada para enfrentar o monstro da burocracia, que é terreno fértil da corrupção e que é o grande entrave do crescimento económico deste país”. Perante o anúncio de um enorme programa de obras públicas, mais de mil milhões de euros que vão sair das pensões dos portugueses, a deputada questionou ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação se a Fundiestamo, entidade que vai gerir este fundo, vai ou não seguir o código dos contratos públicos. A terminar, Filipa Roseta recordou o que se passou em 2008, com a crise imobiliária que fez desaparecer fundos de pensões por todo o mundo, e perguntou ao governante se lhe parece inteligente depositar o dinheiro das pensões dos portugueses neste programa de habitação.
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