“Depois de duas semanas em que se multiplicaram as agressões a profissionais de saúde nos hospitais deste país e em que se assassinou um jovem numa das ruas mais movimentadas de Bragança e um outro, em Lisboa, junto a universidades e a estabelecimentos de restauração muito frequentados, é impressionante que, até agora, não tenhamos ouvido uma palavra por parte do PS relativamente a segurança ou forças de segurança, ou falta delas. Falar em segurança e força de segurança é falar em investimento público que é aquilo que os senhores não fizeram nos últimos anos”. Foi com estas palavras que Carlos Peixoto iniciou a sua intervenção, esta quinta-feira, no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2020. Depois de abordar as consequências das cativações no setor da saúde, o Vice-Presidente da bancada do PSD centrou-se nas consequências das cativações nas forças de segurança. De acordo com o deputado, “na PSP 25% do ativo tem mais de 50 anos. Há um défice permanente de 1500 agentes porque as admissões nunca superam as saídas. As instalações das esquadras estão degradadas em mais de 60%. Há várias esquadras que não têm elementos para fazer patrulhas. Há 1 colete balístico para 50 polícias homens, porque as mulheres não têm direto. Na GNR há um défice de 5100 agentes. Os veículos amontoam-se em parques porque não há verbas para a sua manutenção. Na PJ, aquilo que os senhores programam é de bradar aos céus. A senhora Ministra da Justiça elege como prioridade o combate à corrupção e à criminalidade económica e financeira e depois os senhores apresentam um Orçamento que diminui as despesas de investimento da PJ em 22,8%”. Tendo em conta este "quadro negro", Carlos Peixoto questionou à bancada socialista não se sente indignada com o que está a acontecer às forças de segurança.
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