Duarte Pacheco acusou António Costa de se apresentar no debate do Orçamento a falar de um país imaginário que o social-democrata não sabe se chama de “Costalândia ou Centenolândia”. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2020, o parlamentar frisou que Portugal tem “um Orçamento que aumenta 15 impostos, que cria novas contribuições, que atualiza o IRS abaixo da inflação, mas o governo acha que todos estes impostos são pagos pelos extraterrestres e, por isso, a carga fiscal não aumenta. Este país imaginário é aquele em que 590 milhões de euros da despesa desaparecem e o Primeiro-Ministro não tem qualquer explicação, provando a falta de rigor da peça orçamental que apresenta aos portugueses”. Adianta o parlamentar que esse país imaginário é aquele em que o Primeiro-Ministro faz referência “que o país vai ser inundado de investimento público, quando constatamos que aquilo que é apresentado é um valor igual em percentagem do PIB ao que apresentou no ano passado e que não executou”. “É este país em que o governo que fala da maravilha dos serviços públicos, mas em que as escolas encerram por falta de pessoal, em que na saúde as pessoas desesperam para ser atendidas, em que na segurança as viaturas estão paradas, em que os portugueses fazem filas de madrugada para serem atendidas na segurança social e em que os reformados esperam meses e anos para ter a sua pensão deferida”. A terminar, Duarte Pacheco disse a António Costa que “este país tão diferente é o dos portugueses, o que nos apresentou é o país do PS, o país socialista, o país da Centenolândia ou da Costalândia”.
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