Hugo Oliveira anunciou que o PSD defende a existência de uma rede de cuidados de hemodiálise adequada às necessidades das populações. No debate de uma Petição que solicitava a concessão de uma convenção para o Centro Médico de Diálise da Benedita, em Alcobaça, o deputado recordou que a referida unidade obteve já, no final do passado mês de julho, a convenção de que necessitava para poder iniciar a prestação desses tratamentos de diálise aos doentes que deles necessitam na região, e que serão em número superior a uma centena. Reconhecendo que esta foi uma boa notícia, o parlamentar prosseguiu a sua intervenção lembrando “os enormes desafios que se colocam ainda no nosso País em termos de doença renal crónica, para mais sabendo-se que as estimativas apontam para que um em cada dez adultos portugueses sofram dessa doença. De acordo com um recente relatório da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), são mais de 20 mil os doentes que já se encontram no nível mais grave de doença renal crónica, dos quais 12 mil doentes que se encontram a fazer hemodiálise. Somos, aliás, a nível mundial, um dos países com maior incidência e prevalência de doentes sob tratamento substitutivo da função renal”. Sublinhando a necessidade de uma rede de cuidados de hemodiálise adequada às necessidades das populações, o deputado defendeu uma rede de proximidade, com cobertura geográfica alargada e suscetível de assegurar tratamentos em condições tais que produza a melhor utilização dos recursos. A terminar, Hugo Oliveira admitiu que a capacidade de resposta do setor público é limitada, o que justifica que o Serviço Nacional de Saúde recorra a convenções com o setor privado. “Mas também sabemos que se trata de um setor complexo e vulnerável, onde o mercado da oferta de diálise apresenta elevados desequilíbrios e no qual importa especialmente garantir regras de transparência e de igualdade de condições entre prestadores, sem atropelos ou jogadas de bastidores, mas numa oferta não necessariamente pública. É que, na perspetiva do PSD, só assim assegurará o Estado uma efetiva defesa dos direitos e legítimos interesses dos doentes, afinal os verdadeiros e principais destinatários das políticas de saúde”.
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