Emídio Guerreiro fez hoje um “balanço claramente negativo” da atuação do governo no que respeita ao investimento público e infraestruturas. No debate do Estado da Nação, o Vice-Presidente da bancada do PSD disse a António Costa que “o seu governo ficará para a história como o governo que menos investiu das últimas décadas. Prometeu sempre muito, mas executou pouco. É um governo inimigo do investimento público”. Não nos anúncios. Não nas propostas de orçamento, mas na execução orçamental e na concretização das obras. Prometeu, mas não cumpriu”. Contudo, adianta o social-democrata, este foi um governo inimigo do investimento público, mas imaginativo nas abordagens comunicacionais. “Não há papel nas bilheteiras do metro durante dias sem fim? Fácil a resposta: foi azar! Não há barcos suficientes para transportar as pessoas no Tejo? Fácil a resposta: tira-se os bancos que assim já cabem mais pessoas. Os horários dos comboios são suprimidos, os motores caem em andamento, os atrasos são uma constante e são precisos mais comboios? Fácil a resposta: recusa-se a proposta da administração da CP, feita em 2016, para abertura do concurso de aquisição e abre-se apenas em 2019. Os combóis lá chegarão para 2023. Desabam as estradas, os buracos proliferam nas estradas de norte a sul? Fácil a resposta: extingue-se as equipas de manutenção da Infraestruturas de Portugal”. Segundo Emídio Guerreiro, foi assim durante 4 anos, com anúncios atrás de anúncios, “iludindo as pessoas que viram as obras serem adiadas ao longo destes 4 anos”. A este propósito, o parlamentar recordou que o governo contou sempre com o apoio BE, PCP e PEV, que só agora em vésperas de eleições descobriram que o investimento público deste governo foi um “enorme flop em prejuízo das populações. Enfim um governo inimigo do investimento público, especialista em empurrar a resolução dos problemas para a frente”.
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