“Um povo contribuinte esmagado. Serviços públicos degradados e arrasados! Na Europa, um país ultrapassado e cada vez mais atrasado! O Interior? Queimado e abandonado! Reformismo? Zero concretizado! E o Futuro? Completamente adiado!” Para António Leitão Amaro, este é o “triste Estado da Nação” que António Costa nos deixou. No debate destinado a avaliar o Estado da Nação, o Vice-Presidente da bancada do PSD contestou a postura de um Primeiro-Ministro que nega tudo. “Mesmo contra a realidade dos números e os sofrimentos nas vidas das pessoas: o senhor nega sempre tudo. Dos serviços públicos que estão no mínimo, à carga fiscal que atingiu o máximo, o senhor nega sempre tudo. Das sucessivas falhas do Estado, ao roubo de Tancos, da gestão danosa na Caixa à multiplicação de famílias socialistas no governo e na administração, o Senhor nega e tenta sempre esconder tudo. Mas é tão curioso como o Senhor, que fez tudo para ter o poder, quando há asneira foge logo da responsabilidade que esse poder lhe deu”. Dirigindo-se ao governante, o social-democrata enfatizou que é da responsabilidade de António Costa os resultados medíocres desta governação. “É sua a responsabilidade de ter desperdiçado uma oportunidade histórica única, com a melhor conjuntura internacional em décadas e um valentíssimo empurrão do BCE. Mas os vossos resultados são medíocres. E são medíocres medidos pelos vossos próprios critérios. Vejamos o que prometeu aqui há 4 anos. Senhor garantiu que ia trazer a paz social, mas as greves aumentam sem fim e os conflitos coletivos também. Só na Saúde este ano já se perderam mais 72 mil dias de trabalho. Prometeu acabar com a emigração, mas desde 2016 já 300 mil portugueses saíram do País. Prometeu um crescimento que nos iria aproximar da Europa, mas Portugal cresce menos que todos os Países com quem compete e se compara. Prometeu reforçar os serviços públicos, mas afinal causou tal degradação. Prometeu que ia virar a página da austeridade, mas trouxe um aumento da carga fiscal para o máximo de sempre, e um corte no investimento público para o mínimo de sempre”. António Leitão Amaro recordou ainda a promessa de um Simplex que faria as vacas a voar, mas os portugueses ficaram à espera e a desesperar. “À espera e a desesperar por um meio de proteção civil que não chegava, pela consulta ou a cirurgia que é adiada, do barco que se atrasou ou do pagamento que a Segurança Social faltou”. A terminar, o parlamentar enfatizou que os portugueses não perdoarão a este governo e ao seu Primeiro-Ministro por “pensar apenas em si e no controlo do poder, ter desistido de reformar, de lutar por mais e condenaram o país à espera e tantos portugueses a desesperar”.
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