Numa Declaração Política com os olhos postos no Futuro, Margarida Mano afirmou que o Parlamento tem a obrigação de prestar atenção para além do seu mandato, de “unir os pontos” no presente, de olhar “para trás”, ao mesmo tempo que olha “para a frente”, assegurando a necessária solidariedade geracional em que assenta a identidade de um povo e a sua sobrevivência.
De acordo com a Vice-Presidente da bancada do PSD, a escolha deste tema para a realização de uma declaração política a título individua, assenta essencialmente por três motivos: “porque esta é uma preocupação que me acompanha há muitos anos, porque este é um tema ausente na atividade regular do nosso parlamento (apesar de um grande número de decisões presentes gera efeitos sobre as gerações seguintes) e, terceira e última razão, porque fora do Parlamento ouvem-se gritos por todos os lados”. A este propósito, recorda a parlamentar, o alerta da jovem Greta Thunberg, que “viu aquilo que nós não queremos ver”, e com a força da convicção, gritou aos líderes internacionais em Davos: «a nossa casa está a arder. Estou aqui para vos dizer que a nossa casa está a arder».
Para Margarida Mano, não podemos ficar indiferentes, pois “estamos neste Parlamento para servir o Presente e preparar o Futuro. Isto implica reflexão, analisar riscos, pensar políticas públicas, construir plataformas de consenso. Ainda que ajamos a pensar no Futuro, as preocupações e os desafios deste são muitas vezes esquecidos”. Para contrariar essa realidade, a parlamentar garantiu que “
o PSD irá propor uma Comissão para o Futuro na Assembleia da República Portuguesa para a próxima legislatura, conforme anunciado pelo Presidente do Grupo Parlamentar recentemente”. “A análise prospetiva deve ter caráter transversal, abrangendo todas as áreas da governação: requer um espaço próprio e consequente no Parlamento. Entendemos que o debate sobre os grandes temas do Futuro – do clima à Inteligência Artificial, passando pelos desafios demográficos que enfrentamos – reclama o envolvimento e participação continuada de todos os partidos políticos desta Câmara. Não pretendemos, com isto, condicionar quem vem a seguir a nós, mas sentimos que temos a responsabilidade de criar um espaço, tanto formal como real, para reflexão. Um santuário onde se olhe para lá da tática e da agenda eleitoral, onde se avalie o que foi feito no passado e se identifiquem os desafios que se adivinham no horizonte”.
A terminar, Margarida Mano enfatizou que “estamos neste Parlamento para servir o Presente e preparar o Futuro. Isto implica construir plataformas de consenso num espaço próprio que poderá ser, e espero que venha a ser, a Comissão para o Futuro”.