No encerramento da interpelação ao Governo sobre “Ciência e Inovação”, Margarida Mano lamentou que o debate tenha visado “exclusivamente a propaganda”, que só enganará os menos informados ou distantes do sistema da ciência e inovação. Contudo, reconhece a Vice-Presidente da bancada do PSD, este nunca poderia ser um debate sério, pois o mais alto responsável pela política da ciência em Portugal, o senhor Ministro, a mesma pessoa que, em conjunto com mais de 5 mil cientistas, assinou um manifesto contra si próprio e contra a sua política, não consegue fazer uma análise crítica à sua ação nos últimos 4 anos. De seguida, a parlamentar afirmou que ao longo destes 4 anos muita coisa correu mal, tal como é reconhecido pelo Ministro e pelos 5 mil cientistas, quando dizem que estão “preocupados com a falta de estabilidade do atual sistema de Ciência e Ensino Superior. Com a ausência de calendarização plurianual dos concursos para os projetos de investigação. A imprevisibilidade do financiamento. A excessiva burocracia, etc.” Também a OCDE, recorda a deputada, critica duramente a estratégia da inovação tecnológica e empresarial, dizendo que “é um documento que nem sempre é preciso. É um documento muito curto e aberto. É um documento que não informa sobre as ações ou recursos para o efeito”. Apesar disso, Margarida Mano enfatizou que o PSD se congratula com os bons resultados que Portugal tem, mas não tem dúvidas que não é ao governo e à política do governo que se devem, mas sim às empresas que lutam. Tal informação é comprada pela OCDE, que diz que o sucesso económico na maioria das empresas conseguiu-se por inovação incremental e aprendizagem ao fazer e não um processo baseado cientificamente na Inovação. “Tem de ser feito mais, incluindo nas instituições do Ensino Superior, nomeadamente dando-lhes mais incentivos para um maior envolvimento com a indústria”. Criticando a exclusão das instituições de Ensino Superior da Lei da Ciência recentemente publicada, Margarida Mano referiu que “os portugueses sabem que um dos temas mais urgentes para Portugal é a competitividade da nossa economia. Todos sabemos que os recursos públicos são escassos. É lamentável ver tanta oportunidade perdida”, rematou.
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