Liliana Silva levou ao debate com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior os laboratórios colaborativos. De acordo com a deputada, estes novos projetos foram criados para serem ferramentas que incentivam a colaboração entre o setor público e privado. “A criação de redes colaborativas sociais, empresariais e educacionais que aproveitam o nosso capital humano e respetivo conhecimento para o colocar ao serviço da sociedade é uma matriz que o PSD concorda e defende. Neste sentido, nada teremos a obstaculizar no que diz respeito aos laboratórios colaborativos, no entanto não posso deixar de referir a curiosidade que para um governo apoiado por esta esquerda que tanto criticam as PPP’s, vêm afinal promover estas parcerias entre público e privado, com financiamento público. Afinal, para algumas matérias já servem”, ironizou a parlamentar. De seguida, a deputada recordou a “chamada de atenção feita pela OCDE”, que diz respeito ao peso administrativo e burocrático dos projetos produzidos por estes laboratórios que poderão estar a prejudicar alguns empresas mais pequenas, fragilizando-as. “Para além disso, o Tribunal de Contas alertou para a questão da transparência dos sistemas científicos, tecnológicos e do ensino superior. Pergunto ao senhor Ministro como está a assegurar esta questão? Existem muitos bons projetos vítimas de algumas quebras de políticas em troca de mandatos legislativos. Querendo acreditar que, pese embora estes também sejam projetos políticos, terão continuidade em futuros mandatos, pergunto então, como está prevista a sustentabilidade financeira deste projeto?” A terminar, Liliana Silva insistiu numa questão que o Ministro está há 2 anos sem dar resposta: porque é que estes laboratórios se limitam às figuras jurídicas de associação privada ou empresas.
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