“A tragédia de Pedrógão Grande roubou a vida a dezenas de pessoas, hipotecou centenas de famílias e reduziu a pó as aspirações de milhares de pessoas”. 2 anos após esta tragédia, Fernando Negrão levou o tema a debate com o Primeiro-Ministro, enfatizando que o Estado falhou em toda a linha na proteção e no socorro e “continua a falar na reconstrução da vida destas pessoas”. Lembrando que só no ano de 2017 foram 116 as pessoas que perderam a vida fruto dos incêndios, o parlamentar recordou que só nos dias 15 e 16 de outubro estima-se que aproximadamente 1550 habitações, em 36 concelhos, tenham sofrido danos. Na altura, adianta o deputado, o então Ministro Pedro Marques “presidiu a sucessivas cerimónias de consignação de reconstrução de casas anunciando a conclusão da totalidade das casas, no máximo, até ao final de 2018. Mais uma vez o governo mentiu aos portugueses. Ao contrário do que tem sido dito, não são 6 ou 7 casas que estão por reconstruir. No último balanço que a CCDR fez, em abril de 2019, ainda havia uma percentagem de 30% por reconstruir, só na região centro”. Acrescentando que não há transparência nos apoios concedidos, Fernando Negrão pediu a António Costa para fazer um ponto de situação verdadeiro acerca da destruição das casas e sua recuperação. De seguida, o líder da “bancada laranja” questionou a António Costa se pode garantir que, na sequência da decisão de não construção da barragem do Fridão, os portugueses não poderão vir a ter de pagar à EDP 218 milhões de euros a título de indemnização. Perante a insinuação do Primeiro-Ministro, Fernando Negrão fez questão frisar que “é advogado, mas enquanto deputado sou advogado do povo, o senhor está-se a rir porque não é primeiro-ministro para o povo”, afirmou, criticando Costa por ter “regressado às insinuações. É nisso que o senhor é bom, nas insinuações que faz”. Na temática do ambiente, o líder parlamentar do PSD quis saber que medidas já tomou o governo para corrigir a situação da remoção dos filtros de partículas dos automóveis, que é uma prática ilegal e que é da inteira responsabilidade do governo, uma vez que não existe ainda regulamentação. Uma pergunta à qual António Costa não se dignou responder e que levou Fernando Negrão a dizer que “quase se sentia tentado” em protestar junto da mesa da Assembleia da República, pela ausência sistemática de respostas por parte do Primeiro-Ministro. “Não responde a uma única pergunta, limita-se a insultar”, resumiu o líder parlamentar do PSD.
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