No debate de urgência com o intuito de “travar as culturas agrícolas intensivas e super intensivas”, Nuno Serra referiu que os argumentos agressivos utilizados ilustram bem “a visão distorcida e radical que alguns partidos têm da sociedade. Ao longo do rol de fundamentos apontados, não ouvimos falar em equilíbrios ou da sustentabilidade na produção de alimentos. Nesse discurso não houve lugar para o crescimento da produção agrícola, nem o desenvolvimento sustentado da agricultura, nem a coesão dos territórios rurais. Não houve espaço o verdadeiro desenvolvimento sustentável do nosso país. Não houve lugar para a ecologia. Porque ser verdadeiramente ecologista não é querer uma natureza sem homens nem mulheres. Radicalizar e extremar as assimetrias entre produção no meio rural e o ambiente é um erro”. No entender do social-democrata, a Produção Agrícola e o Ambiente só podem viver juntos. O mundo não sobreviverá sem agricultura que nos alimenta e sem um meio ambiente que garanta a sobrevivência do ecossistema e esse é, refere, o grande desafio dos políticos: não acicatar nem e acentuar essa fricção, mas sim, pelo contrário, sermos todos os promotores do bem senso e ponderação, da aplicação da ciência para garantir um futuro melhor. “Continuarem a radicalizar a vossa luta contra algumas práticas de cultivo intensivo ao invés de exigirem boas práticas agrícolas, respeitadoras do ambiente, do saber e da ciência, não é ser equilibrado. Nós, no PSD, continuaremos a defender agriculturas que recorram a cada vez mais a fatores de produção sustentáveis em termos ambientais. Mais eficientes em termos de água, mais produtivas e mais rentáveis”. A terminar, Nuno Serra deixou um desafio às bancadas mais à esquerda: “dispam os vossos casacos ideológicos, usem a ciência como ponto de partida, juntem-se a nós e pensem acima de tudo nas pessoas, no mundo que queremos ter e no futuro do nosso país, onde o bem-estar dos homens e mulheres seja sempre o nosso foco e a nossa motivação política”.
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