No debate de atualidade sobre o “SIRESP e a resposta na época crítica de incêndios rurais”, Duarte Marques começou a sua intervenção recordando que o contrato que está em vigor do SIRESP foi assinado pelo então Ministro da Administração do governo de José Sócrates, António Costa. De seguida, o parlamentar recordou que, na audição de ontem na Comissão de Assuntos Constitucionais, o atual Ministro da Administração Interna não conseguiu responder a nenhuma das perguntas sobre o SIRESP sem despachar para o Ministro das Finanças. “Sempre que há um problema a culpa é de outro Ministro. Os aviões são culpa do Ministro da Defesa, os problemas do SIREP são das Finanças. A verdade é que o governo se comprometeu a ficar com a maioria de capital do SIRESP e não cumpriu nem se justificou. O governo anunciou ao país que ia penalizar o SIRESP pelas falhas e não penalizou nem explicou ao país porque é que isso não aconteceu. E o Primeiro-Ministro veio prometer o enterramento dos cabos do SIRESP para os proteger e não respondeu, não enterrou e não resolveu. E continuamos aqui, 388 horas depois, à espera da promessa do senhor Primeiro-Ministro de que o acordo estaria por horas”. Contudo, adianta Duarte Marques, para o PSD o importante não é saber se Estado tem a maioria ou minoria do capital. “Para nós o importante é que o SIRESP funcione e não falhe exatamente nas alturas que mais falta faz”. No que diz respeito ao anúncio ontem feito pelo Ministro da Administração Interna, de que o governo vai contratar mais 16 meios aéreos por ajuste direto, o deputado considerou que isto só acontece por incompetência de um governo que, mais uma vez, falhou na preparação atempada da época de fogos. “Os portugueses não podem confiar no governo. Mas o PSD e os portugueses confiam nos bombeiros a quem o governo deve, nesta fase, 35 milhões de euros. É um caloteiro. Todos os dias chegam cartas de bombeiros, a quem o governo não paga atempadamente. Os portugueses podem confiar nos bombeiros e nas forças de segurança, nós não podemos é confiar no governo”, concluiu o social-democrata.
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