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Portugal está a caminho de se tornar o quinto país mais pobre da União Europeia
Joana Barata Lopes enfatizou que o combate à pobreza “é o único caminho que permitirá às pessoas a liberdade efetiva para construírem o seu plano de felicidade”.
No final de um debate sobre pobreza e desigualdade social, Joana Barata Lopes afirmou que seria de esperar que o governo e os seus apoiantes viessem a debate explicar qual a sua estratégia. Contudo, adianta, aquilo a que assistimos foi mais do mesmo: “metade do tempo a culpar um passado que começa e acaba no Governo anterior e a outra metade a dar palmadinhas nas costas a si próprios”.
Sublinhando que o PSD não tem nenhum problema com o passado, a parlamentar adiantou que aos portugueses não interessa o exercício de passa-culpas. “Mas interessa que não lhes mintam, que não os enganem. E se o PS cora de vergonha na admissão do seu passado, tenham pelo menos o respeito de não tentar culpar outros pela solução dos vossos erros.”
De seguida, a parlamentar elencou um longo conjunto de situações que são reveladoras da desigualdade e pobreza que os portugueses sentem na sua vida. “Desigualdade é aquilo que se gera quando se pretende fingir que há dinheiro para distribuir, e se aumenta a gasolina a todos, da mesma maneira aos que podem e aos que não podem. Pobreza é aquilo que se gera num país quando um ministro afirma que há pleno emprego entre os doutorados e afinal era mentira. Ou quando o mesmo ministro vem anunciar o fim das propinas no Ensino Superior e afinal também era mentira. Desigualdade é aquilo que se gera num país quando discriminamos entre funcionários públicos e funcionários do privado e se adota uma irresponsável narrativa de clivagem e discriminação. Desigualdade é aquilo que se gera quando se promete aos professores uma progressão que não se cumpre e depois se culpa os professores por exigirem o cumprimento dessa promessa. Pobreza é aquilo que se gera quando até as greves manipulamos. Pobreza é aquilo que se gera quando querem ganhar votos com as 35h na Administração Pública sem se preocuparem com o reforço de pessoal que isso implica. Desigualdade é o que se gera quando chumbam um relatório de equidade intergeracional que permita saber com transparência qual o impacto de cada medida em cada geração e impedem o debate sobre a sua sustentabilidade. (…) Pobreza é um país onde o Estado falha e o Primeiro-Ministro vai de férias; onde morrem pessoas em julho porque o Estado falha; onde morrem pessoas em outubro porque o Governo não assumiu essas falhas; onde caem helicópteros de emergência médica e ninguém tem responsabilidades; onde se roubam armas em instalações militares e o governo fala de «empolamento político»; onde caem motores de comboios em andamento e o Ministro das Infraestruturas faz inaugurações.”
Em sentido contrário, adianta Joana Barata Lopes, o PSD entende que é inquestionável que é propósito da ação política o combate à pobreza e a eliminação de desigualdades sociais. “Mas a ação política e a consciência de quem governa não podem vir indexadas ao eleitoralismo e ao jogo da propaganda pela manutenção do poder. Sabemos bem o preço que cada um dos portugueses pagou pela falta de transparência. Mas há ainda os que insistem na ideia de que vale tudo para alcançar e para manter o poder.”
A terminar, a social-democrata enfatizou que para o PSD, “combater a pobreza e as desigualdades sociais é essencial porque esse é o único caminho que permitirá às pessoas a liberdade efetiva para construírem o seu plano de felicidade.”

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