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“Tudo parece brilhante, mas no fundo temos um país pobre e desigual”
Adão Silva lembrou que, 9 meses antes da bancarrota, José Sócrates também dizia que estávamos no «melhor dos mundos».
No debate centrado no “combate à pobreza e desigualdade - uma prioridade social”, Adão Silva recordou à bancada socialista que a exaltação com os números evidenciada, é algo já visto no passado: “ler o discurso do Estado da Nação, de julho de 2010, do Primeiro-Ministro José Sócrates é muito interessante, pois estava tudo no maior dos mundos e passado 9 meses estávamos em bancarrota.”
Dirigindo-se à bancada do PS, o Vice-Presidente da bancada do PSD sublinhou que os socialistas podem ficar com os números, que “nós ficamos com os cidadãos”. “Ficamos com os portugueses que veem aumentar o trabalho precário. Isso é pobreza, isso é desigualdade social e o governo é o responsável. Nós ficamos com os portugueses que não têm bons transportes públicos ou que têm transportes públicos degradados, e isso é pobreza e desigualdade social. Nós ficamos com os portugueses que não têm acesso a uma consulta e que esperam 500 dias, 1000 dias, 1500 dias por uma consulta. E isso é pobreza porque é no SNS. Nós ficamos com os portugueses que querem uma pensão a que têm direito, mas têm de esperar 8 meses, 1 anos e 2 anos e essa pensão não aparece. E são esses portugueses que nos preocupam e que deviam preocupar a senhora deputada.”
Este é, na opinião de Adão Silva, a realidade dos portugueses, em que “tudo parece brilhante, mas no fundo no fundo o que temos é um país pobre e um país desigual em que os portugueses sofrem.”
A terminar, o social-democrata questionou à bancada do PS o que têm a dizer a estes portugueses 2que têm trabalho precário, que não têm transporte público de qualidade, que não recebem as suas pensões e que não têm acesso a uma consulta no SNS”.
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