No debate de iniciativas com vista à reorganização dos ciclos de estudo no ensino básico e no ensino secundário, Nilza de Sena começou por recordar que este não é um tema novo. Lembra a parlamentar que já em 2004 se previa uma restruturação do sistema, em que o ensino básico e o ensino secundário eram universais, obrigatórios, gratuitos, organizados em conjunto e constituindo um percurso articulado, sequencial e coerente. Segundo a deputada, nunca foi entendimento do PSD “fazer alterações de ciclos de forma avulsa, pontual, desgarrada ou mesmo desintegrada de uma visão de conjunto sobre a educação”. Focando-se nas iniciativas, a parlamentar afirmou que enquanto o CDS sugere um estudo com vista à viabilidade desta restruturação, o “PCP está na fase em que se percebe que já não gosta muito do casamento com o PS, alias dedica-se a um conjunto de apontamento de defeitos do seu parceiro”. No que respeita à posição dos sociais-democratas, Nilza de Sena declarou que ela é clara e que está definida há muito tempo. “Depois do alargamento da escolaridade obrigatória pelo governo anterior, faz sentido uma futura revisão da Lei de Bases para refletir esta questão de revisão de ciclos. Tentar aqui e ali maquilhar esta Lei de Bases com cortes pontuais e ao sabor das conveniências não.”
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