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“Só um crescimento económico robusto e continuado poderia sustentar uma estratégia para erradicar a pobreza”
Rui Cruz lamentou que o governo se tenha resignado e que, em consequência, mais de 2 milhões de portugueses ainda se achem em risco de pobreza ou exclusão social.
Rui Cruz manifestou a preocupação do PSD com o facto de 2.4 milhões de pessoas ainda se acharem em risco de pobreza ou exclusão social em Portugal, mais de 1/5 da população.
No debate de uma Petição que solicitava ao Parlamento que seja promovido um debate pela Assembleia da República sobre a erradicação da pobreza, o social-democrata referiu que mais que criar novas Medidas de Apoio Social, é essencial assegurar que a Intervenção e Inclusão social é concebida, planeada e executada de forma Integrada, que assume um Compromisso sério e abrangente entre todos, agentes envolvidos e beneficiários e uma profunda capacidade de articulação entre organismos públicos e a sociedade civil. Aliado a isso, adianta o parlamentar, é necessário conjugar políticas de apoio financeiro às famílias, com medidas efetivas de inserção social e integração no mercado de trabalho, com medidas que anulem os mecanismos que sustentam a transmissão da pobreza entre gerações.
Contudo, o social-democrata entende que por mais bondosos que sejam os planos, sejam sapientes as estratégias e oportunas as medidas, sempre claudicarão perante fracos crescimentos económicos. “Somente um crescimento económico robusto e continuado, poderia sustentar um plano ou uma estratégia para erradicar a pobreza. Falamos de crescimento económico expressivo e prolongado, bem superior a 3%, como defendia e apelava o senhor Presidente da República. Um crescimento económico que suporte, sem sacrifício, políticas de valorização dos rendimentos e de criação contínua de melhor e qualificado emprego, políticas de qualificação e modernização dos serviços públicos e ampliação do Estado Social. Mas afinal o governo resignou-se e regista crescimentos económicos cada vez menores”.
A este propósito, Rui Cruz considera que, em lugar de esperar empurrões da economia mundial, era necessário apostar de forma corajosa no tecido empresarial português, eliminando entropias na produção, na exportação, na competitividade e na internacionalização. Era necessário de forma inteligente desagravar a carga fiscal, promovendo, deste modo e ao mesmo tempo, a dinamização da iniciativa privada e a valorização dos rendimentos”.
A terminar, o deputado admitiu que a tarefa do governo não era fácil, nem daria resultados imediatos e que, por isso, “faltou vontade e coragem”.
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