O PSD quer que o governo encomende um estudo de viabilidade da Barragem do Alvito, como aproveitamento de fins múltiplos, incluindo a hipótese da sua edificação na respetiva cota máxima. Na apresentação do Projeto de Resolução dos sociais-democratas, Manuel Frexes começou por recordar que o Projeto de construção da Barragem do Alvito, situado no rio Ocreza, afluente do rio Tejo, na área em que os concelhos de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Proença a Nova confluem, remonta à década de 50 do século passado e o respetivo estudo abordava sobretudo o enorme potencial hidroelétrico desta barragem.
Setenta anos decorridos, adianta o deputado, a construção desta barragem ganhou renovada importância, sendo hoje imperiosa a sua execução, apesar do cancelamento da mesma, por este governo, faz agora 3 anos. De seguida, o parlamentar enfatizou que hoje as alterações climáticas são uma realidade cada vez mais presente no nosso dia-a-dia e os fenómenos daí resultantes, como as secas cada vez mais extremas e prolongadas, exigem que Portugal precise cada vez mais de reservas estratégicas de água, que possam mitigar os efeitos que a escassez de agua, para diversos fins múltiplos, provocam em todo o território nacional. Este projeto, que poderá atingir uma capacidade de armazenamento de água semelhante a metade do Alqueva, poderá proporcionar o regadio do sul da Beira Baixa e do norte do Alentejo, além do Médio Tejo, ajudando a aumentar e regularizar o caudal do Rio Tejo”. Depois de recordar a influência espanhola na redução do caudal do Tejo, Manuel Frexes garantiu que construção da barragem do Alvito, cuja bacia hidrográfica se desenvolve exclusivamente em território nacional, reduzirá a dependência de Portugal face a Espanha, com a sua capacidade estimada superior a 500 milhões de m3 e ajudará o rio Tejo a reforçar os respetivos caudais, potenciando o regadio no médio Tejo, a sua navegabilidade e a evitar a crescente salinização deste rio aqui no seu estuário. “O PSD entende que este é um investimento de grande alcance regional e nacional, e que terá impactos muito positivos, na agricultura, ambiente e economia local, mas também no turismo, no desporto e no lazer, ajudando a combater o despovoamento no interior e a criar condições económicas para a fixação de pessoas e empresas em zonas profundamente desertificadas do país. Contribuirá igualmente para prevenir e combater os incêndios florestais nos distritos de Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Leiria e Coimbra, que sistematicamente tem sido fustigados por estas ocorrências, provocando tragédias em regiões cada vez mais despovoadas e desprovidas de investimento e oportunidades”. A terminar, Manuel Frexes frisou que fazer a barragem do Alvito não é só apostar no desenvolvimento regional, mas é sobretudo dar esperança a populações cada vez mais esquecidas, abandonadas e envelhecidas.
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