No rescaldo da Cimeira do Clima das Nações Unidas, que terminou este fim-de-semana em Katowice, Bruno Coimbra reconheceu que este encontro não teve o sucesso que se exigia, apesar de ter permitido avançar no sentido certo. Não obstante os bloqueios de alguns, adianta o social-democrata, foi possível fixar um livro de regras, uma matriz única de reporting e quantificação e emissões e abrir caminho para os caminhos a definir em 2020. De seguida, o deputado referiu que este é um tema de que os partidos gostam de se falar, mas para o qual convém ter um histórico. Algo que o PSD tem, pois foi com governações do PSD que foram implementadas importantes reformas na área da energia, do ambiente, no ordenamento do território e no combate às alterações climáticas. Dirigindo-se à deputada do PEV, que gosta de abordar estes temas, Bruno Coimbra frisou que importa perguntar onde estava o PEV quando o país decidiu encarar este problema. “Onde estiveram quando traçámos metas exigentes e avançámos? Querem menos combustíveis fósseis, mas votaram contra as nossas medidas na mobilidade elétrica, contra os investimentos em eólicas e hídrica. Reclamam proteção do litoral, mas são contra a remoção de construções ilegais e contra medidas de defesa da costa. Querem comportamentos mais sustentáveis, mas reverteram os incentivos da fiscalidade verde. A verdade é que, neste desafio, não se pode contar com Os Verdes”. A terminar, Bruno Coimbra acusou o PEV de se “empoleirar” numa coligação com o PCP para eleger 2 deputados, mas não consegue sequer que o PCP vote favoravelmente a ratificação do Acordo de Paris.
|