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As 104 propostas do PSD visam corrigir os “erros e fraudes gritantes que abundam neste Orçamento”
António Leitão Amaro frisou que sem essas alterações ficamos com um Orçamento com “uma carga fiscal máxima, para serviços públicos mínimos”.
António Leitão Amaro considera que “o governo socialista apresentou um mau Orçamento para o país: traz uma carga fiscal máxima, para serviços públicos mínimos; uma oportunidade perdida, que se basta com uma redistribuição eleitoralista de proveitos conjunturais e desperdiça a conjuntura sem fazer as reformas e a consolidação estruturais que o País tanto precisa; que esquece gritantemente o motor do crescimento económico sustentado, que são as empresas, o investimento e exportações; que na típica falta de seriedade política da governação de António Costa está repleto de promessas passadas que nunca se pretenderam cumprir”.
No início do debate na Especialidade do Orçamento do Estado para 2019, o Vice-Presidente da bancada social-democrata apresentou a visão alternativa do PSD, consubstanciada em 104 propostas de alteração. “Um primeiro grupo de propostas para corrigir os vossos erros e fraudes mais gritantes que abundam neste Orçamento. A carga fiscal máxima, cativações record, ausência de consolidação orçamental efetiva; os embustes do IVA da energia e da cultura, das reformas antecipadas e dos passes que afinal não chegam a todo o País; e as promessas que fizeram sem nunca pretender cumprir, como a redução do Imposto sobre os Combustíveis ou o tempo para os professores”.
Um segundo grupo, refere o deputado, com propostas que mostram um caminho diferente para o País, uma estratégia de crescimento ambicioso e sustentado através de áreas essenciais que foram, ou completamente esquecidas, ou abandonadas à conversa fiada do Governo das esquerdas. “São dezenas de medidas para: estimular as Empresas, Investimento e Exportações; Reforçar a Poupança; Promover a oferta e baixar os custos da Habitação; Puxar pelo Interior; Valorizar a Autonomia Regional; E cuidar da Saúde e da Natalidade”.
Contudo, apesar das 104 propostas do PSD manterem o equilíbrio orçamental, o governo e o PS, “quiçá inseguros com a fraqueza do seu Orçamento”, decidiram optar pelo “delírio e pelo insulto”. “No delírio, quando inventaram custos nas propostas dos outros. Mas essas vossas contas são tão sérias e verdadeiras como a promessa que fizeram aos portugueses da neutralidade do aumento do ISP e como a promessa que fizeram aos professores na contagem do tempo. Essas vossas contas às propostas do PSD são tão verdadeiras como as vossas garantias de que a carga fiscal não aumentava, de que no vosso Governo o investimento público ia aumentar, de que o não sabiam do encobrimento de Tancos, ou de que o Ministro nada prometera a António Domingues”.
Quanto ao insulta, acrescenta Leitão Amaro, ele assenta na acusação de que o PSD é despesista. “Socialistas a atreverem-se a chamar o PSD de despesista. Por favor, hão de passar muitas gerações até que um socialista tenha moral para chamar alguém despesista. Há de passar muito tempo, sobretudo enquanto governarem com tantos dos mesmos que levaram o País à bancarrota”.
A terminar, António Leitão Amaro reiterou que “com as nossas 104 propostas damos-vos oportunidade de dar ao País parte do que os senhores esqueceram, de honrarem um pouco mais a vossa palavra e de tornar o futuro do País um pouco melhor”.

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