“Este Orçamento é a confirmação que a qualidade do crescimento da economia portuguesa com este Governo foi arrasada. Não só temos um dos crescimentos mais baixos da Europa, como temos o terceiro pior desempenho de produtividade da europa entre 2015 e 2018. Seja sério, contrariamente ao que disse aqui hoje, os números do seu Governo, no relatório do seu Orçamento, mostram bem a realidade. A produtividade de toda a economia e sem o efeito ilusório dos preços diminuiu 0,4% entre 2015 e 2018. Isto é um sinal muito alarmante sobre a qualidade do crescimento da economia com este Governo”. Foi desta forma que Inês Domingos confrontou o Ministro das Finanças no debate do Orçamento do Estado para 2019. De seguida, a parlamentar frisou que a situação ainda é pior do que parece. De acordo com a deputada, o Ministro apresenta umas medidas para o interior e para as PME´s que valem tão pouco, que nem aparecem no plano que o Governo mandou para a União Europeia. Em sentido contrário, adianta, este Orçamento carrega nos impostos para as empresas: a tributação autónoma sobre os veículos, o imposto o sobre os produtos petrolíferos, o alargamento da contribuição extraordinária sobre a energia às empresas de energia renováveis, novas Contribuições sobre recursos florestais e para proteção civil. “E não é só neste orçamento, os anteriores já foram altamente penalizadores para as empresas e para a iniciativa privada. Agravaram os impostos sobre o alojamento local, a derrama estadual, o ISP e os impostos para muitos trabalhadores independentes. Com este Governo, o enfoque da política económica é quase exclusivamente no consumo. Nada para o investimento, nada para as empresas exportadoras. É um caminho que nós já seguimos no passado com os resultados que tragicamente conhecemos”. A terminar, Inês Domingos questionou a Mário Centeno quando é que este Governo vai parar de desperdiçar as oportunidades.
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