António Leitão Amaro confrontou o Ministro das Finanças e a sua “cantiga de sucesso e autocontentamento” com a realidade. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2019, o Vice-Presidente da bancada do PSD vincou que com este Orçamento estamos perante “uma imperdoável oportunidade perdida, um desperdício imperdoável”. Dirigindo-se ao governante, o social-democrata questionou como pode o Ministro das Finanças clamar por sucesso quando 20 países da Europa crescem mais que nós. “Quando em 2017 temos o segundo pior défice da Europa, a terceira maior dívida de Europa, quando a produtividade cai desde 2015, quando a consolidação orçamental que fazem é menos de um terço da legislatura anterior, quando até os juros da dívida a 10 anos hoje são mais altos que em março de 2015? Como é sucesso quando o rendimento disponível das famílias nunca nesta legislatura cresceu tanto como em 2015? Como é que clama sucesso com a carga fiscal no máximo de sempre e o investimento público no mínimo de sempre? Explique-me lá como é que isto é um sucesso?” Sublinhando que com o apoio da esquerda o governo colocou os portugueses a pagar a maior carga fiscal de sempre e ao mesmo tempo fazem os maiores cortes e cativações no investimento público, Leitão Amaro frisou que “esta é uma marca histórica socialista”. Depois de recordar que, tal como no passado, agora voltam a aumentar 11 impostos, o Vice da “bancada laranja” afirmou que “mais chocante do que a opção de pôr os portugueses a pagar mais impostos do que sempre, é cobrar mais impostos para lhes entregar piores serviços. São as lamentáveis notícias de atrasos, supressões, adiamentos de serviços públicos. Das consultas às cirurgias, dos comboios às aulas, das fronteiras à defesa das pessoas, dos meios aéreos aos equipamentos e materiais que não foram renovados. Não são apenas as demissões e as greves que atingem recordes, é o corte no investimento público e as cativações”.
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