António Leitão Amaro acusou, esta quarta-feira, o Bloco de Esquerda, de se ter tornado no “partido do pisca-pisca”. Na sequência de uma declaração política dos bloquistas sobre o Orçamento para 2019, o Vice-Presidente da bancada do PSD referiu que o BE, “quando é para falar de coisas boas, acende-se histrionicamente e aparecesse, mas quando é para assumir o que é mau, apaga-se e ninguém o vê”. Dirigindo-se ao deputado bloquista, o social-democrata lançou o desafio: “assuma que é pai da maior carga fiscal de sempre. Nunca como agora, tanta da riqueza nacional foi entregue ao Estado e cobrada em impostos. Os senhores aumentaram vários impostos, só este ano são 11 os impostos que se agravam: combustíveis, tributação autónoma sobre as empresas, bebidas, imposto de selo, veículos, IUC, sacos de plástico, recursos da floresta, proteção civil. São mais de 10”. De seguida, o parlamentar desmontou igualmente a argumentação de que estes impostos são mais justos. “O IRS é um imposto progressivo que metade dos portugueses não paga, mas essa metade vai ter de pagar o aumento do imposto sobre os combustíveis que os senhores aprovaram. Onde é que está a justiça? Também não assumem o corte no investimento público e cativações. Com o vosso apoio, nesta legislatura, há menos 1500 milhões de euros para investimento público. Consigo e com a maioria a que pertence as cativações foram mais 500 milhões e euros”. A terminar, António Leitão Amaro garantiu aos bloquistas que “por mais pisca-pisca que façam, na vossa sombra estão também os custos que os senhores têm aprovado”.
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