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| Tancos: “senhor Primeiro-Ministro, não acha que já fomos longe demais?” |
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| Fernando Negrão considera que este caso exigia intervenção imediata da hierarquia militar e da tutela política. |
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Fernando Negrão confrontou o Primeiro-Ministro com a escolha do deputado socialista Carlos Pereira para liderar a Entidade Reguladora do Setor Energético (ERSE). No debate quinzenal com António Costa, o líder parlamentar do PSD questionou a “independência” do deputado em causa e perguntou qual a razão desta escolha, recordando várias críticas internas feitas pelo referido deputado. “É para calar este tipo de afirmações que agora quer ver como administrador de uma entidade reguladora o senhor deputado Carlos Pereira”, questionou. No entender do social-democrata, é notório que o deputado socialista “foge à definição daquilo que acha que deve ser o perfil do administrador de uma entidade reguladora. E uma entidade reguladora deve ter como ómega do seu funcionamento uma característica: a sua independência. Esta independência, deve ser relativamente a todos os agentes do mercado, sejam eles privados ou públicos mas, principalmente, do poder político. Acha que o deputado Carlos Pereira assegura essa independência do poder político?" A concluir este tema, Fernando Negrão frisou que o currículo do socialista “não oferece garantias para exercer essas funções com independência”. De seguida, o líder parlamentar social-democrata regressou ao caso de Tancos sinalizando o facto de se ter ficado hoje a saber que o ex-Chefe de Gabinete do Ministro da Defesa admitiu ter recebido documentação sobre o roubo em Tancos. “Não acha que já fomos longe demais? Não considera que este caso exigia intervenção imediata da hierarquia militar e da tutela política para apuramento de todas as responsabilidades?”. O líder da “bancada laranja”, manifestou ainda a sua estranheza perante a informação dada pelo Primeiro-Ministro de que o Ministro da Defesa não foi informado pelo seu ex-Chefe de Gabinete que tinha recebido documentação sobre o furto. A terminar, Fernando Negrão assinalou que na próxima segunda-feira passa um ano desde os incêndios na região centro e que até hoje “só há oito casas reconstruídas num universo de 28 concelhos”. “Como explica isto”, questionou.
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