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OPINIÃO / Toxicodependência
A toxicodependência é um problema que afecta a todos e a sua solução deverá passar também por toda a sociedade. Falta sistematizar de forma integrada os mecanismos existentes. Em meu entender a solução passa por articular melhor 3 pilares fundamentais: fiscalização e monitorização da medicação da substituição nos CATs; politicas de tratamento e internamento; politicas da prescrição médica e do medicamento.

Coloco aqui a fiscalização e monitorização das “tomas” de medicação de substituição de estupefacientes praticada nos CATs, porque o contrato entre o CAT e o utente, permite que sejam efectuados frequentemente testes de despiste ao consumo de heroína, mas raramente ao consumo de cocaína e nunca ao consumo de substâncias medicamentosas da classe das benzodiazepinas. O que significa que o utente da metadona sujeito ao aliciamento in loco de estupefacientes, entenda-se venda de cocaína nas imediações dos CAT’s, pelo menos junto ao CAT de Portimão, primeiro toma a metadona para tirar a ressaca e a seguir vai comprar uma dose de cocaína ou de serenais para continuar a ter o efeito prazeroso que se espera das drogas. Acresce ainda o problema da venda de urina para adulteração dos testes, substância que se vende mais uma vez nas imediações dos CATs.

As Politicas de tratamento e de internamento deveriam integrar todas ou algumas destas fases: tratamento através da substituição de opiáceos ou através dosprogramas de desintoxicação nos CATs, ou noutras unidades de saúde, as quais funcionam somente ao nível do tratamento fisiológico; posterior seguimento no programa Minnesota, também designados de 12 passos, que propiciam o tratamento do sujeito ao nível biológico, emocional, familiar, social e espiritual; por fim pelas “casas de saída” com vista à inserção do sujeito na comunidade, sendo a passagem por estas casas monitorizada por uma equipa composta por agentes educativos, psicólogos, sociólogos, técnicos de acção social e animadores sócio-culturais. Um plano destes obriga a um maior número de CAT’s com capacidade de internamento; facilidade no internamento em centros de tratamento Minnesota; maior número de camas protocoladasentre oscentros de tratamento e a Segurança Social e apoio à criação e manutenção de equipas multidisciplinares nas IPSS, mas faltam recursos humanos, materiais e financeiros.

No que diz respeito à prescrição médica, a venda das benzodiazepinas, designadas na gíria por “serenais” ou “drunfos” é, actualmente, pouco fiscalizada, pois não carecem de prescrição médica. Por outro lado este tipo de consumos está associado às substâncias agonistas fornecidas nos CATs provocando assim maiores riscos de overdoses nos seus consumidores bem como a redução da eficácia do próprio medicamento ministrado pelo CAT.

O que se passa é que, com ou sem prescrição médica, os consumidores mais carenciados, muitos deles sem-abrigo, vendem cada comprimido ao valor de um euro muitas vezes “às portas” dos CATs, estando a transformar as suas imediações nos actuais e futuros bairros de uso. Se cada caixa de medicamentos tiver 10 lamelas e cada uma delas 10 comprimidos, rapidamente adquirem mais medicamentos criando um mercado de droga paralelo e o aumento da insegurança no centro das cidades.

06-04-2010 Partilhar Recomendar
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