No debate de iniciativas sobre a caça à raposa e ao saca-rabos, Nuno Serra acusou os deputados do PAN, BE e PEV de continuarem obstinadamente “a tentar formatar o ecossistema e a biodiversidade nacional, conforme a sua agenda política”. Para ao deputado, quando se fazem iniciativas nos apartamentos, estes deputados denotam o seu profundo desconhecimento do país rural. “Mas também uma verdadeira aversão a tudo o que não sejam prédios e alcatrão, tudo o que ultrapasse o limite do espaço urbano é desprezível, revelando a tolerância zero para os espaços rurais. Estes partidos os que se arrogam de defender a natureza, o ambiente, os animais e o mundo verde continuam a tentar defender as suas causas ao longe. Os senhores têm de sair do prédio, da cidade e ir ao campo, ao mundo rural, exatamente o mundo que querem influenciar e formatar. Têm de falar com quem vive no interior, quem sofre, direta ou indiretamente, com as vossas propostas. Os documentários que passam na televisão não chegam para os senhores conhecerem o mundo rural”. Só no terreno, refere o social-democrata os autores destas propostas vão perceber a real necessidade controlar populações de predadores. “Se não o fizermos correremos enormes riscos e teremos consequências drásticas que os desequilíbrios populacionais destas espécies têm para as questões sanitárias, segurança rodoviária, para os habitats, para as atividades humanas. Neste caso, a caça revela-se cada vez mais como uma ferramenta essencial para gerir populações naturais”. Dirigindo-se a estas bancadas Nuno Serra sublinhou que estas propostas não são só um verdadeiro atentado contra a caça, mas também, e acima de tudo contra as populações rurais, contra os produtores pecuários e pequenos agricultores e contra a conservação da natureza e biodiversidade. “Para o PSD, a agenda política de um partido nunca será razão suficiente para condicionarmos e formatarmos, à sua medida, os nossos recursos naturais” ,concluiu o parlamentar.
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