No debate de urgência sobre o início do Ano Letivo, Pedro Pimpão lamentou que os partidos não tenham deixado uma palavra de estímulo e incentivo aos milhares de alunos que, do pré-escolar ao ensino superior, regressam às aulas um pouco por todo o país. Sublinhando que é o aluno que está no centro da política educativa em Portugal, o social-democrata frisou que se impõe também uma palavra de confiança a todos os professores, educadores, técnicos e auxiliares, a quem nem sempre tem sido reconhecido o valor. Pedro Pimpão adiantou ainda que esta é também uma época de incertezas e intranquilidade, desde logo ao nível da classe docente. Lamentando que também nesta área a palavra dada não tenha sido honrada, o deputado acusou o Ministro da Educação de ser cúmplice de uma campanha que desmerece e desvaloriza socialmente os professores. De seguida, o deputado referiu que o apregoamento da tranquilidade não se coaduna com o cenário de escolas encerradas, com a aprovação de diplomas no decurso das férias escolares (algo que até mereceu um reparo do Presidente da República) e com os atrasos na descentralização de competências no setor da educação. “A estas incertezas, juntam-se muitas outras: o impacto das já famosas cativações na educação; o parque informático, em muitos casos, completamente obsoleto; os problemas da atribuição dos manuais escolares; a escassez de recursos humanos; as incertezas de financiamento de turmas no ensino profissional; ou a falta de investimento na requalificação das escolas”. A terminar, Pedro Pimpão perguntou ao Ministro da Educação quais as medidas concretas que serão implementadas para fazer face a estes problemas e para garantir a estabilidade e a motivação de todos os agentes educativos que, apesar das incertezas, abraçam este novo ano letivo com confiança e esperança.
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