No debate de urgência sobre o início do Ano Letivo, Margarida Mano deixou uma palavra de apoio e estímulo a todos aqueles que, num ritual de esperança, dão corpo a este início. “A primeira mensagem do PSD é por isso de agradecimento a todos os envolvidos que, na sua missão educativa, acreditam, trabalham e se empenham no desenvolvimento do País. Fazem-no para lá do debate parlamentar e muitas vezes, apesar da ação, ou inação, do governo”. Sublinhando que a sobranceria e irresponsabilidade do executivo originam confusão, instabilidade e incerteza, a Vice-Presidente da bancada do PSD lamentou que a resposta do Ministro seja “um auto-elogio acrítico do Governo sem, ao menos, reconhecer os problemas que tem de enfrentar neste início de ano letivo”. Dirigindo-se ao governante, Margarida Mano apelou a que este “saia desse casulo auto-congratulatório onde se encerrou e onde luta em nome de não sei que ideal de aluno que pouco tem a ver com os alunos que olham para nós, para que possam ter alguma estabilidade e segurança num mundo que pouco as oferece”. De seguida, a deputada referiu que “temos bem presentes os problemas que enquadram o início deste ano letivo: recordamos a carência de funcionários nas Escolas, recordamos que nesta época «pós-austeridade» continuam a existir escolas encerradas por deficit de recursos, recordamos que este foi o ano com maior número de greves de professores, recordamos que a austeridade tem uma nova roupagem, recordamos que as Escolas iniciam o ano com muitas dúvidas sem resposta na educação inclusiva ou na flexibilidade curricular”. Tendo em conta este cenário, Margarida Mano frisou que “teríamos todos muito mais a ganhar neste debate parlamentar se daqui saíssemos com a consciência de que está ciente dos problemas importantes, urgentes, sentidos na Educação. Infelizmente para os alunos, não é o caso. Distribuir manuais de forma gratuita aos que mais precisam é louvável, por todos, mesmo àqueles que não precisam, é apenas lamentável, pois assim muitas outras necessidades se perdem no ruído da demagogia”. A terminar, a social-democrata reconheceu que a tarefa é difícil, mas adiantou que o que o PSD pede ao Ministro é pouco: “um pouco de humildade, nada mais, para começar”. “Só com humildade é que podemos reconhecer o peso da responsabilidade da tarefa que temos em mãos, bem como os problemas e limitações que, diga-se o que se disser, existem. Devemos isto aos alunos, devemos isto ao País. O senhor Ministro não pode tudo, não sabe tudo, por melhores que sejam as suas intenções. Pare, pondere e compreenda que as sementes da Educação não são para o senhor colher. O futuro pertence aos alunos de hoje. Não os prive disse, por favor”, apelou a deputada.
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