Sandra Pereira reconheceu, esta quinta-feira, a pertinência da Petição que solicita a instalação de uma esquadra da Polícia de Segurança Pública na área da freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa. De acordo com a deputada, esta freguesia não dispõe de nenhuma esquadra dentro da sua área geográfica, isto porque o governo, a pretexto de uma questão administrativa, encerrou a 31ª esquadra no dia de Natal, “apesar das garantias constantemente dadas ao Presidente da Junta de que tal não iria suceder”. Recuando um pouco no tempo, a parlamentar fez de seguida uma resenha histórica de como foi possível chegarmos a esta situação. Recorda Sandra Pereira que, em 2008, “a 17ª esquadra foi encerrada na sequência de uma ação de despejo, não tendo vindo a ser reinstalada posteriormente. Em 2009, a 31ª esquadra foi encerrada com a justificação da degradação e insegurança do imóvel, tendo sido, após os protestos da população, reinstalada. Sucede que, na sequência de uma permuta de terrenos efetuada pela Câmara Municipal de Lisboa, o terreno teria de ser entregue até 31 de dezembro de 2016, pelo que o governo decidiu encerrar a esquadra e não proceder à sua reinstalação. E fê-lo com a cumplicidade política da Câmara Municipal de Lisboa. Isto, apesar das garantias que a mesma deu à população e aos autarcas de que a esquadra seria relocalizada em edifício municipal na mesma artéria”, algo que até hoje não aconteceu. Sublinhando o sentimento de insegurança relatado pela população, a deputada enfatizou que neste processo esteve mal a Câmara e esteve mal o governo. “Aqui o que está em causa é a ausência de uma política de reorganização das instalações da PSP na cidade de Lisboa e no país”, rematou.
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