No debate sobre o "Plano Nacional de Investimento", Carlos Silva enfatizou que esta é uma matéria que deve revestir-se de uma profunda reflexão estratégica acerca do futuro de Portugal. “Este é um exercício da maior importância e será mais bem concretizado quanto maior foi o grau de envolvimento de todos os atores políticos económicos e sociais”. Contudo, lamenta o social-democrata, não tem sido essa a prática do governo. De resto, adianta o parlamentar, é entendimento do PSD que “para que haja consenso em torno destas matérias é necessário dar início a um outro debate, que era o que esperávamos que o PS aqui trouxesse hoje. Um debate de balanço daquilo que tem sido o Programa de Investimentos 2020 que se encontra praticamente a entrar no seu último ano de execução e em que o pouco que conhecemos não é famoso”. Dirigindo-se ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, o deputado questionou quando é que o governante pensa prestar contas relativamente ao quadro de referência estratégico 2020, adiantando que “os portugueses estão fartos” da propaganda do governo. “Os portugueses exigem saber em que medida estes investimentos e a sua execução estão a contribuir para a melhoria da coesão, da competitividade e da qualificação. O senhor Ministro acossado no Parlamento, que estaria a efetuar a reprogramação dos fundos às escondidas dos Portugueses, reagiu, negando esses fatos, e afirmou que esse debate seria feito no Parlamento. Era isso que esperávamos hoje que viesse cá efetuar. Mas não, corre para a frente. Furta-se ao escrutínio e perante o aproximar das eleições, começa a desviar a atenção para o quadro futuro 2030. Os senhores vieram efetuar mais uma ação de propaganda”. Face a esta atitude do executivo, Carlos Silva declarou que o governo vai ficar conhecido “como o Governo do agora é que é”. Perante problemas concretos que afetam a vida dos Portugueses, nomeadamente o da ferrovia e o estado de caos em que se encontra, devido às vossas políticas de cativações e de insuficiência de investimento público, mandam para o ar estimativas de fundos comunitários e “agora é que é”. A terminar, o deputado recordou que o Ministro tinha prometido que iria auscultar os Partidos com assento parlamentar relativamente ao modelo e papel do conselho superior das obras públicas. Contudo, refere Carlos Silva, tal promessa não foi cumprida e, sem ouvir ninguém e com a oposição de todas as forças políticas, o governo decidiu desviar fundos previstos para a ferrovia nos planos iniciais, para o plano de afunilamento do metropolitano na baixa de Lisboa. “É assim senhor Ministro que este Governo pensa construir um pais mais moderno, mais competitivo, mais justo e mais igual”, questionou o social-democrata.
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