
Os Deputados do PSD eleitos por Santarém, Nuno Serra, Teresa Leal Coelho e Duarte Marques reuniram com a Administração do Hospital Distrital de Santarém e ficaram a saber que a recapitalização feita pelo Governo ficou aquém das necessidades exigidas pelo Tribunal de Contas e que Governo só autorizou a contratação de 18 dos 49 enfermeiros pedidos pelo Hospital para fazer face às 35 horas.
Ao contrário do que foi dito pelo Ministro da Saúde ao Deputado do PSD Duarte Marques, na Comissão de Saúde do Parlamento e confirmado em resposta a uma Pergunta Parlamentar feita pelos Deputados do PSD, a situação de veto do Tribunal de Contas às obras do Bloco Operatório e ao fornecimento de refeições não está ainda ultrapassado.
Para resolver o problema dos fundos negativos o Governo antecipou receita do HDS no valor de 16,8 milhões de euros e de reforço de capital 18,7 milhões de euros. Este total de cerca de 36 milhões de euros é insuficiente já que o saldo negativo do HDS é superior a 50 milhões de euros e portanto não é suficiente para ultrapassar os sucessivos vetos do TC.
Nuno Serra lamenta a situação e a “falta de transparência e competência do Governo em mais esta matéria” pois já “por três vezes o Ministro da Saúde garantiu que esta situação estava resolvida e afinal não está”.
Recorde-se que este problema foi levantado pelos Deputados do PSD em abril deste ano e desde então que o Governo já faltou pelo menos três vezes à verdade em relação a este assunto. Nuno Serra critica duramente “a incapacidade política do Ministro da Saúde que atrasa as obras e adia operações e tratamentos hospitalares”.
Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho criticam ainda a solução encontrada por via da “antecipação de receita” pois só o aumento de capital permite resolver o problema sem criar um outro problema mais à frente, ou seja, empurrando com a barriga”
Os Deputados do PSD criticam ainda o Governo por só ter autorizado 19 dos 49 enfermeiros pedidos pela Administração para fazer face à alteração das 35 horas de trabalho semanais e por mais uma vez ter “deixado para a última hora a contração de pessoal para fazer face à redução do horário de trabalho.”