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Geringonça: “acabaram os tempos festivaleiros das reversões e agora é tempo dos encontrões”
Adão Silva alertou ainda para a “traição” que o PS se prepara para fazer ao que foi acordado em concertação social.
No debate sobre propostas de alteração ao código do trabalho, Adão Silva enfatizou que este é um debate marcado por enormes perplexidades. De acordo com o Vice-Presidente da bancada do PSD, a primeira perplexidade regista-se quando o Ministro da Solidariedade e Segurança Social afirma que “sem os acordos com o BE, PCP e Verdes estas alterações à legislação laboral não seriam possíveis”. Para o social-democrata o governante “ainda não percebeu que acabaram os tempos festivaleiros das reversões e agora é tempo dos encontrões. Os senhores estão em encontrões uns com os outros. Encontrões nas enxurradas de iniciativas que só à conta da geringonça são 16 iniciativas. E também neste jogo das votações”.
A segunda perplexidade de Adão Silva prende-se com as declarações do Ministro Vieira da Silva de que a atual legislação laboral cria emprego, combate o desemprego, faz crescer a economia, algo que é verdade e que se regista desde 2013. “Mas se em equipa que ganha não me mexe, porque é que está a mexer numa legislação laboral que afinal tão bons frutos dá aos portugueses?”
A última perplexidade referida pelo deputado prende-se com a posição do PS. “Nós valorizamos o acordo de concertação social, se calhar a única virtude que traz a vossa Proposta de Lei, é que ela vem imbuída de uma lógica de concertação social. Mas preocupam-nos as declarações do PS, que parece que está pronto para «roer a corda» e se prepara para apresentar propostas de alteração ao acordo laboral que tem como primeiro subscritor António Costa”. Tendo em conta este cenário, Adão Silva questionou ao Ministro da Solidariedade e Segurança Social qual a sua posição se isto se registar e se o PS fizer uma “traição” ao que foi acordado pelos parceiros sociais.

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