No debate sobre Desigualdades Territoriais e Descentralização, Manuel Frexes considerou que a intervenção da bancada do PS não passou de uma “narrativa de carácter romântico”. O social-democrata, eleito pelo Distrito de Castelo Branco, afirmou que este tipo de discurso não ajuda a resolver os problemas no país, e lembrou que no seu distrito estão os concelhos que ocupam os três primeiros lugares dos municípios mais afetados pelo despovoamento e envelhecimento da população: Penamacor, Vila Velha de Ródão e Idanha a Nova. Questionando qual o futuro destes concelhos, o parlamentar enfatizou que Portugal está farto de diagnósticos, estudos e de unidade de missão, adiantando que foi preciso haver uma tragédia de proporções inimagináveis, os incêndios do ano passado, para que se revelasse uma outra tragédia: o abandono do território, o abandono do interior. De seguida, Manuel Frexes sublinhou que se nada for feito “o interior continuará a transformar-se em regiões cada vez mais desertificadas e abandoadas e o litoral a concentrar-se em ilhas cada vez mais densas, com a consequente degradação da qualidade de vida de todos os portugueses. É necessário a identificação de políticas públicas de natureza integrada e discriminatória a favor do interior e que, a médio prazo, traduzam a inversão do rumo que se tem verificado nas últimas décadas”. A terminar, o deputado questionou aos socialistas se estão disponíveis para “dar expressão e eficácia legal às medidas de carácter fiscal e outras que hoje estão no centro do debate e que já mereceram o apoio das mais altas figuras do Estado”.
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