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| Mercês Borges critica “complexo de esquerda do PCP” |
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| Na base da crítica da deputada a proposta dos comunistas que cria uma taxa de 10,5% sobre todos lucros que as empresas têm. |
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Mercês Borges criticou, esta quinta-feira, o Projeto de Lei do PCP que visa ampliar as Fontes de Financiamento da Segurança Social. De acordo com a deputada, com esta iniciativa os comunistas pretendem criar um tributo adicional sobre a contribuição que as empresas já pagam pelos trabalhadores que têm, bem como acrescentar uma taxa de 10,5% sobre todos lucros que as empresas têm. Considerando que o PCP não deveria apresentar uma proposta como esta sem antes ter reunido com todas as entidades envolvidas, a social-democrata questionou à bancada comunista se este assunto já foi discutido em sede de concertação social, se o PCP falou com os empresários e qual a opinião que escutaram, quais os estudos que sustentam a proposta e qual a verba que está prevista ser arrecadada com a aprovação desta iniciativa. Depois de recordar que o Programa de Governo, que contou com o apoio e voto do PCP, refere que esta é uma matéria que deve ser debatida em concertação social, Mercês Borges enfatizou que o que os portugueses querem é ter uma segurança social sustentável. Lamentando que até ao momento o governo não tenha feito nada para garantir essa sustentabilidade, a deputada concluiu a sua intervenção referindo que este debate não é mais do que a expressão do “complexo de esquerda” do PCP sobre o lucro das empresas. “Ideologia, nada mais”, concluiu a deputada.
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