No debate preparatório do Conselho Europeu, Rubina Berardo começou por confrontar o Primeiro-Ministro com a proposta da Comissão Europeia para o próximo quadro financeiro. De acordo com a Vice-Presidente da bancada do PSD, há 13 Estados Membros que ganham ou mantém os seus envelopes financeiros nestas negociações, algo que não acontece com Portugal que vê o seu envelope financeiro diminuir. No que respeita à PAC, que atualmente já está aquém da procura do sector, registando muitas candidaturas a ficar sem verba, a social-democrata alerta que a situação ainda vai ficar pior com os cenários que se projetam. Tendo em conta esta realidade, Rubina Berardo desafiou o Primeiro-Ministro a conseguir uma concertação com os nossos parceiros europeus. A esse propósito, a deputada quis saber se as recentes alterações no governo espanhol poderão ou não dificultar as negociações gerais e específicas sobre a PAC na aliança entre Portugal e Espanha, uma vez que a Ministra espanhola defendeu um corte na Política Agrícola. De seguida, a deputada referiu que o próximo Conselho Europeu, apesar de ainda não se ter realizado, parece já ter ficado com as conclusões retiradas na reunião que ocorreu ontem entre o Presidente francês e a Chanceler alemã. Criticando esta postura, a parlamentar recordou a António Costa as suas declarações em janeiro, em que o Primeiro-Ministro dizia que o governo português rejeitava a ideia de uma Europa concentrada no eixo franco-alemão. A terminar, Rubina Berardo alertou que desta reunião resultou uma declaração em que “está escondia a menina dos olhos de Macron: as listas transacionais”. Recordando o ziguezague do governo nesta matéria, a social-democrata afirmou que aguarda para ver qual será a posição que o governo português vai assumir no Conselho Europeu.
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