“Quando o atual Governo do PS procedeu ao colossal, brutal, injustificado aumento do Imposto sobre os combustíveis, deu a sua palavra aos portugueses, comprometendo-se a diminuir o valor do ISP em 1 cêntimo por cada 4 cêntimos de aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais. Mas esta palavra dada não foi palavra honrada, pois estamos na nona semana consecutiva de aumento sobre os combustíveis e pelos vistos já se anuncia que não vai parar, e o governo vira a cara para o lado e faz que não é nada com ele”. Foram estas as palavras iniciais de Carlos Silva no debate, agendado pelo PSD, sobre “políticas fiscais e de preços para os combustíveis”. De seguida, o parlamentar dirigiu-se à bancada socialista para referir que “se este aumento de imposto em tempos era a austeridade encapotada, ela agora é a austeridade aditivada”. De acordo com o deputado, este governo, em 2016, “ludibriou os portugueses quando aproveitou as circunstâncias dos preços dos combustíveis serem baixo nos mercados internacionais, para lá no combustível acomodar a receita fiscal necessária para fazer face à despesa publica do Estado, alegando que estava a diminuir os impostos e que as pessoas já sentiam isso na carteira. Mentira, engordaram discretamente o valor do ISP, levando ao ponto em que aquilo que pagamos hoje em média por litro de combustível na bomba de gasolina é quase 70% imposto, ou seja, em 100€ apenas 30€ são a matéria prima o resto é Estado”. À bancada socialista, Carlos Silva referiu que o PSD não vai permitir “que continuem a enganar os portugueses. Temos hoje os combustíveis não é com o preço mais elevado do mundo, é com a carga fiscal mais elevada do mundo. Frisando que esta austeridade não é só para quem anda de automóvel, mas sim para todos os portugueses, o deputado concluiu questionado aos socialistas se “não são sensíveis ao aumento de todos os bens de primeira necessidade cujo custo são os que mais penalizam as famílias mais desprotegidas e de baixos recursos”.
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