No debate sobre “políticas fiscais e de preços para os combustíveis”, agendado pelo PSD, Sara Madruga da Costa enfatizou que esta discussão “põe a nu e revela uma vez mais a permanente contradição do BE”. “Então o BE aprovou com o governo esta solução de aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos em 2016, 2017 e 2018 e ontem a deputada Catarina Martins vem dizer que está na altura de o governo cumprir o prometido e baixar o ISP? Depois desta intervenção do BE podemos concluir que o BE vai aprovar a resolução do PSD? Sim ou não?” Segundo a parlamentar, os portugueses já perceberam “que o BE diz uma coisa, mas depois pela calada faz outra. É o conhecido oportunismo político de um partido que tem duas caras. O BE é como Janus, o deus da mitologia greco-romana, tem uma cara a olhar para a frente e outra cara a olhar para trás. Quando lhe convém, finge ser oposição, quando não lhe convém fica caladinho, mas continua a manobrar o governo”. Dirigindo-se à bancada bloquista, Sara Madruga da Costa referiu que o BE bem pode continuar a dizer o que quiser, pois “todos sabemos que o BE é cúmplice deste governo neste saque ao bolso das famílias e dos empresários portugueses. Graças ao BE, os portugueses pagam dos combustíveis mais caros do mundo. A culpa do aumento dos combustíveis é deste governo, mas também é do BE”. A terminar, Sara Madruga da Costa sublinhou que este é um caminho errado e um caminho injusto porque penaliza todos por igual, sem olhar ao rendimento e às possibilidades de cada uma. “No final do dia, todos pagam o mesmo. Paga o rico, paga o pobre, paga quem ganha muito e paga quem ganha pouco. Só que o impacto em quem ganha pouco é muito superior”.
|