“Falar de economia e de internacionalização é falar de turismo, é falar de investimento estrangeiro em Portugal, é falar de investimento português no estrangeiro. É falar de financiamento às empresas portuguesas e de banca multilateral. É falar da rede diplomática portuguesa e da rede da AICEP. É falar também da diversificação de mercados em especial juntos das economias emergentes. Tudo isto é economia e tudo isto faz parte da internacionalização da economia portuguesa”. Estas foram as palavras iniciais de Paulo Ramos no debate sobre a “Internacionalização da Economia Portuguesa”. De acordo com o deputado, o anterior governo do PSD fez um trabalho notável na internacionalização da economia portuguesa. “Passámos de 29% do PIB para 42% do valor do PIB em exportações portuguesas. Diversificámos mercados, adaptámo-nos rapidamente às exigências da competitividade. Também no turismo, o governo soube preparar Portugal para as oportunidades do enorme crescimento do turismo europeu, mas também mundial. Se dúvidas existissem, que se observem os números dos últimos anos do turismo em Portugal que são também, naturalmente, consequência das políticas do passado. Mas na verdade, quem deve ser claramente elogiado nesta matéria são aqueles que investem no turismo, aqueles que trabalham no turismo, aqueles que gerem o turismo e que inovam”. No que respeita à atuação do executivo, Paulo Neves lamenta que o atual governo não esteja a cumprir com algumas obrigações mínimas em algumas matérias relacionadas com o turismo. “Desde logo, quanto ao maior aeroporto do país. Aquilo que se assiste, tantas vezes, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é absolutamente inaceitável. Ver turistas, que por vezes têm que esperar 2 horas para passarem pelos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, não é próprio. O governo, que tem sido constantemente alertado pelo PSD quanto a esta questão, não tem sabido resolver o problema. Pura incompetência do governo em resolver uma questão que causa enormes constrangimentos àqueles que nos visitam”. De seguida, o deputado referiu-se aos enormes constrangimentos do aeroporto de Lisboa, no que se refere à gestão de trafego aéreo. De acordo com o parlamentar, “Portugal está e irá perder milhões de turistas que não têm forma de chegar a lisboa pois o aeroporto da capital não pode aceitar todos pedidos de companhias aéreas que querem voar para Portugal. Um grave problema que este governo não tem sabido resolver e que na melhor das hipóteses só terá solução implementada para finais de 2022. Até lá perderam-se milhões de turistas e dezenas de milhões de euros em receitas”. Face a esta realidade, Paulo Neves lamenta que “onde existem problemas o atual governo desaparece e recusa-se a assumir as suas responsabilidades e a apresentar soluções rápidas e eficientes, como seria de esperar. É um governo que, também neste caso, vive das conjunturas. Se forem boas conjunturas disfarça o que está mal e tenta aproveitar a onda”. A terminar, Paulo Neves declarou que “só quando este governo tiver uma estratégia clara e bem definida é que os resultados serão sólidos e douradores. Até lá, limitamo-nos a aproveitar a conjuntura”, lamentou o social-democrata.
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