Sara Madruga da Costa apresentou, esta quinta-feira, o Projeto de Resolução do PSD que recomenda a transferência para o património da Região Autónoma da Madeira dos imóveis anexos ao farol de São Jorge. Segundo a parlamentar, há muitos anos que o PSD reivindica a transferência dos imóveis anexos a este farol. “Estas instalações estão desocupadas há vários anos, abandonadas e em avançado estado de degradação. Ao longo do tempo e apesar das sucessivas resoluções da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e dos esforços levados a cabo por sucessivos governos regionais as instalações continuam desprezadas, sem qualquer utilização ou aproveitamento público. Com esta iniciativa pretendemos por um ponto final no abandono das instalações do farol na ponta da vigia. Pretendemos dar uma nova vida a este bonito local, onde se avista toda a costa norte da Madeira, do Porto Moniz à Ponta de São Lourenço”. De seguida, a parlamentar recordou que, infelizmente, esta é apenas uma das muitas situações de abandono dos imóveis do Estado, um pouco por todo o país. “O retrato do património do país é negro, há demasiados imóveis devolutos, subutilizados ou em avançado estado de degradação. Há precisamente um ano, o PSD apresentou uma iniciativa que pretendia potenciar e aproveitar o património imobiliário público inativo. A iniciativa foi chumbada e até à data não foi aprovada nenhuma proposta alternativa. Em 2014, os faróis de Portugal conheceram uma nova dinâmica com a criação da Associação do Turismo Militar Português que muito tem contribuído para a promoção, divulgação e preservação do património histórico e militar português. No entanto, o Estado continua a não ser capaz de gerir eficientemente o seu património imobiliário”. A terminar, Sara Madruga da Costa lamentou que se continuem a desperdiçar os nossos recursos e a desaproveitar as oportunidades do nosso enorme legado patrimonial. “A transferência deste imóvel para o património da Região poderá ser um sinal da inversão desta tendência. Que o farol de São Jorge seja o nosso guia, na defesa da nossa identidade histórica, cultural e social. Uma forma de honrar a memória coletiva da nossa história e continuar a contemplar a imensidão do nosso horizonte”.
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