“185 milhões de euros para o Alargamento do Metro de Lisboa. Mais 50 milhões para a linha de Cascais. Mais “Betão” para a Proa deste navio que é Portugal. Mais transportes para a proa do navio. Mais pessoas para a proa do navio. Mais carros para a proa deste navio que é Portugal. Um dia a proa não vai aguentar. É este o Modelo Socialista? Ou será que, porque o Metro é construído debaixo de terra, ou PS confunde isso com o Interior?” Foi com estas palavras que António Costa Silva iniciou a sua intervenção, esta sexta-feira, no debate agendado pelo PSD sobre o Portugal 2020 e sua reprogramação. De seguida, o Vice-Presidente da bancada do PSD deixou a garantia de que o “PSD não vai permitir que o governo desvie fundos europeus previstos para o Interior. O PSD está preocupado com uma clara intenção do governo de reprogramar fundos europeus do interior para projetos nos grandes centros urbanos. Essa é uma linha vermelha que não deixaremos que o governo ultrapasse: que sejam utilizados dinheiros do Interior, das regiões de baixa densidade, desfavorecidas, para alimentar grandes projetos nos centros urbanos”. O social-democrata lembrou ainda a posição assumida pelo autarca de Viseu, de apresentar queixa em Bruxelas contra o exercício de reprogramação do governo, e a opinião dos autarcas do norte classificam Governo de "Robin Hood ao contrário". “No final da terceira reunião da Plataforma de Concertação Intermunicipal da Região Norte, alertou o executivo liderado por António Costa que o Norte não irá ficar «passivo» quanto à possibilidade de desvio de fundos da região para outros fins.” Quanto à posição do PSD, António Costa Silva enfatizou que os sociais-democratas não são contra o alargamento do metro de Lisboa. “O que não faz sentido é não serem canalizadas verbas que têm como objetivo a Convergência e serem canalizados para as Regiões mais ricas. Mais uma vez estamos a desvalorizar a convergência, a baixa densidade e os territórios do interior.” Além disso, refere o deputado, “não estamos perante uma mera reprogramação técnica como nos querem fazer crer, mas sim perante uma reprogramação estratégica. Com esta dimensão da reprogramação, porque é que ninguém nos explica porque foi dispensada a realização de uma avaliação de desempenho? Fogem dela como o «diabo da cruz». Mostrem-nos os resultados de desempenho. Mostrem-nos os indicadores de resultados. Que grande irresponsabilidade está a acontecer.” A terminar, António Costa Silva deixou o apelo aos restantes partidos: “não nos deixem isolados na defesa das Regiões de Convergências.”
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