Bruno Coimbra recordou que, desde que governo lançou as orientações para a reprogramação para o Portugal 2020, as Comissões de Coordenação, os Autarcas, os Agentes Económicos e Sociais, os Cidadãos têm dito duas coisas: todos eles validam a necessidade e a importância, de nesta fase, reprogramar os fundos e todos eles discordam das orientações do governo para esta reprogramação. Segundo o social-democrata, todos “discordam porque não aceitam que o governo a utilize para pagar despesas correntes dos ministérios, para desorçamentar Ministérios. Discordam porque não aceitam que se desviem verbas das regiões mais necessitadas, para as zonas metropolitanas, invertendo a lógica do programa de reduzir as assimetrias, e de reforçar a nossa coesão”. Dirigindo-se à bancada socialista, o deputado quis saber se os parlamentares do PS concordam com a inversão dos objetivos traçados. “Concordam com o desvio de fundos das regiões que pretendemos colocar a convergir, para dar às regiões mais desenvolvidas? Querem ou não reequilibrar o país? Querem ou não melhorar a coesão social, económica e territorial? Estão ou não preocupados com este processo?” Neste sentido, Bruno Coimbra desafiou os socialistas a apoiarem a proposta do PSD e a obrigarem o governo “a não desvirtuar o Portugal 2020, a não pôr em causa o princípio da orientação para os resultados e a não gastar mal os fundos, apenas para dizer que os executou”. A terminar, o social-democrata frisou que se os deputados socialistas não o fizerem “serão responsáveis por desperdiçar mais esta oportunidade, por agravar o fosso entre as nossas regiões, e por manter a lógica discriminatória que cria regiões e portugueses de 1ª, de 2ª e de 3ª”.
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