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Susana Lamas acusa o BE de “encenação e populismo”
Na base da acusação estão os “exercícios de equilibrismo” dos bloquistas em torno do regime de reformas antecipadas.
“Para o PSD o sistema de pensões, associado à questão da sua sustentabilidade, é um tema da maior importância. O PSD está hoje, como sempre esteve, preocupado com os pensionistas, os atuais e os futuros, pelo que não pode, nem embarca nestes exercícios de pura hipocrisia a que o Bloco de Esquerda já nos vai habituando”. Foi com estas palavras que Susana Lamas iniciou a sua intervenção, esta quarta-feira, no debate sobre a revisão do regime de reformas antecipadas.
Referindo que hoje é um dos dias que o BE dedica a fazer oposição ao governo, a deputada questionou à bancada bloquista se já se esqueceram que apoiam este governo. “O PS já anunciou que vai chumbar esta iniciativa. Então, o que é que o Bloco de Esquerda vai fazer? Vai deixar de apoiar este Governo que não honra a palavra dada? Ou tudo isto não passa de mera encenação, de puro populismo, para serem os primeiros a pôr o cartaz na rua a dizer que se preocupam com estes pensionistas, quando depois, no dia seguinte, deixam a oposição e voltam novamente a apoiar este Governo que acusam de não cumprir?”
De seguida, Susana Lamas sublinhou que este tema é demasiado sério para os deputados do BE andarem sistematicamente em “puros exercícios de equilibrismo, em meros jogos de poder. Se de facto o BE está preocupado com o sistema de pensões, se de facto acha que o sistema de pensões necessita de reformas, pois permanecem as injustiças, então pergunto: porque é que chumbaram a proposta do PSD da criação de uma comissão eventual para estudar e promover uma reforma do sistema público da Segurança Social?”
A terminar, a social-democrata frisou que é imperioso fazer uma reforma da Segurança Social. “Mas devemos fazê-la de forma global e não casuística, por forma a não comprometer a sua sustentabilidade. Queremos e devemos combater as injustiças e as iniquidades sociais que, às vezes, os sistemas de pensões também geram. Mas devemos fazer esse combate às injustiças sociais através de uma reforma estrutural, sólida e concertada, para não comprometer as gerações futuras e garantir a todos os trabalhadores e pensionistas, atuais e futuros, pensões justas e equilibradas”, concluiu.

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