No encerramento do debate de urgência que o Grupo Parlamentar do PSD marcou sobre a situação da saúde em Portugal, Simão Ribeiro sublinhou que este debate serviu para expor os resultados das políticas do PS, PCP e BE para o setor da saúde. Segundo o social-democrata, o que se ouviu foi, de um lado, as profissões de fé do PS, e, do outro, a habitual incoerência política PCP e do Bloco que fingem criticar um governo que apoiam. Perante as afirmações de que o SNS está hoje melhor do que em 2015, o parlamentar deu voz aos portugueses que perguntam se estar melhor aumentar o tempo médio de espera para uma consulta hospitalar de 115 para 121 dias. “Estar melhor um doente esperar 1046 dias para uma consulta de oftalmologia no Hospital de Chaves? Estar melhor é um doente esperar 560 dias para uma consulta de neurocirurgia no Hospital de Faro? Estar melhor é os doentes não terem acesso à medicação ou aos tratamentos de que necessitam, os hospitais estarem a rebentar pelas costuras e os doentes internados ficarem dias e dias em macas nos corredores, sem um mínimo de condições e um mínimo de dignidade? E ainda, perguntam os portugueses, é o investimento público no SNS ter caído 27,5% entre 2015 e 2017? Leia-se, hoje o investimento no SNS é 27,5% abaixo do que era em pleno programa de ajustamento da troika”. De seguida, Simão Ribeiro referiu que perante este descalabro, “o Ministro da Saúde submete-se à mão firme do Imperador Europeu Centeno, o mesmo Ministério que, durante três anos, lhe negou os meios que evitassem o colapso em que se encontra a grande maioria dos hospitais do SNS”. Quanto ao PCP e BE, que fingem nada ter a ver com os resultados do setor da saúde, o social-democrata criticou o “descaramento político” destes partidos é de tal ordem que até fingem ser partidos da oposição. “O PCP e o BE são tão responsáveis como o PS e a irrelevância política do Ministro da Saúde é hoje já assumida pela generalidade dos agentes políticos e dos parceiros sociais”, concluiu.
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